
A moral relativa da era moderna
Não existe moral relativa, mas sim, valores eternos de consciência, que nos blindam com o discernimento entre o certo e o errado. A consciência é um fenômeno inerente à alma, da mesma forma que a vida é um fenômeno inerente ao corpo físico.
Não se pode distorcer ou destruir a biologia do corpo sem esperar por efeito a perda da saúde e a instalação de doenças. Transporte o mesmo para a mente e a alma, perverta os valores fundamentais da consciência, que são inerentes ao espírito vivo do homem, e espere que os efeitos virão, na forma de sofrimentos e conflitos destruindo o coração e a vida.
Quanto mais a humanidade siga cortando o cordão umbilical de conexão com a fonte divina, donde sairam por igual a vida e a consciência, mais esse modernismo e progressismo desenfreados continuarão com a marca do fracasso e da confusão, ainda que bem embrulhado com belos pacotes e rotulado com títulos e discursos de aparência.
Essa é a marca da BESTA que ninguém está vendo.
Infelizmente, vivemos num tempo onde o ego não quer mais reparação de erros e jamais assumir que está errado, mas sim, autoafirmação de erros e atirar a culpa de tudo nos outros, e a melhor forma disso é transformar, por meio de malabarismos intelectuais deturpados o que é errado em algo certo, justo e bom para que se sinta melhor e fuja dos conflitos.
Mas os conflitos nunca fugirão dele, porque o ego não pode romper com a ordem cósmica e a lei divina sem sofrer amargamente as consequências.
Tudo porque a Lei do Universo é eterna, não pode sofrer mudanças progressistas, e se a alma e a vida humana nasceram do poder dessa Lei, não poderão jamais negá-la ou tentar deturpá-la.
O que vale é o certo e o errado diante da Lei do Criador, e não diante do estúpido, passional e limitado ego humano, sempre se vitimizando para se esconder do próprio fracasso que tanto teme. Melhor inventar novas máscaras todos os dias do que atirá-las no fogo e olhar a própria face no espelho da autocrítica. Esse discurso, contudo, se tornou pesado demais para uma geração que aprendeu a mentir para si mesma como melhor forma de fuga.
O ser humano só tem um caminho: ascender cada vez mais sua vida e consciência na direção da Luz eterna.
Fora dele, só existe sofrimento, amargura e decepção.
E o Inferno depois de tudo, é claro.
Inferno = ruptura com a Ordem Cósmica.
O Inferno não é punição.
Ele é exclusão voluntária da alma com a Ordem Cósmica.
O sofrimento, no final, é o efeito das escolhas de cada um.
Viver na Luz da Verdade e na Bondade do Amor,
ou ser moderno demais (e incapaz demais) para isso.
JP em 17.12.2025







