
A inimizade da Igreja com o Hermetismo
Papa Leão XIV alerta contra a mistura do catolicismo com religiões não católicas
“Não cair na armadilha de misturar a fé católica com outras crenças e tradições de natureza esotérica ou gnóstica”
Coisa muito pior ele está fazendo, misturando a fé cristã com Islamismo.
Ele não está apto a entender que o Esoterismo legítimo é apenas o Cristianismo num nível superior, fora do alcance das crenças e dogmas que congelam a alma numa falsa expectativa de salvação que colocam o ônus do trabalho inteiramente nas costas de Cristo.
João evangelista era puramente gnóstico, muitos dos seus textos atestam isso, sem falar nos livros apócrifos que a Igreja retirou do seu acervo.
Entendo que este Papa está tentando defender a Igreja dentro da compreensão que possui, que não é nem infinita e nem infalível, mas segue blindada pelas crenças que ele mesmo aprendeu antes.
Não falo do esoterismo barato, das modalidades modernas de espiritualidade que acabam caindo em materialismo disfarçado, que se importam mais com dinheiro e posses do que com o estado espiritual (se bem que a Igreja Católica e outras derivadas se empenharam e ainda se empenham bastante neste ponto, o enriquecimento material e a vida régia dos seus líderes – mas isso é assunto para outros artigos).
Falo da ciência secreta dos Mestres, da Cabala, da Magia Branca, do Ocultismo dos Iniciados, da teurgia de Salomão e dos mistérios dos Anjos que ensinaram as primeiras letras do mistério divino às almas preparadas.
Não se trata de misturar doutrinas com o Cristianismo, mas sim, de resgatar as verdadeiras doutrinas do passado, aquelas que não possuíam véus sobre os olhos despreparados e nem guias cegos para confundir os caminhos do ser humano.
O Esoterismo genuíno (e não o pseudoesoterismo moderno embrulhado como esoterismo, cheio de filosofias distorcidas de um ego que continua no escuro) foi velado e escondido do mundo por dois motivos.
Um motivo foi providencial, porque a humanidade está inteiramente despreparada para lidar com o poder.
E por outro lado, conectado com esta primeira razão, os líderes eclesiásticos, vendo que esses conhecimentos ocultos davam poder e faziam as pessoas se aproximarem do autoconhecimento, quebrando o muro de separação das crenças e vendo a Verdade do Espírito com os próprios olhos, temiam uma libertação em massa, já que, não mais condicionadas às crenças limitantes, o rebanho perderia a necessidade de pastores (os guias cegos do nosso tempo), passando a caminhar de forma livre e independente em busca da Verdade, que é Cristo (a quem unicamente devemos seguir e confiar totalmente).
Eles condenam a Astrologia, mas o Apocalipse foi descrito em simbologias totalmente astrológicas e zodiacais: sete anjos, cidade de doze portas (o Zodíaco e os doze signos), os quatro animais sagrados do Trono divino (os quatro signos fixos, sustentadores do céu), etc.
Além disso, não foram magos astrólogos vindos do Oriente que usaram medições astrológicas para encontrar a estrela-guia do novo rei nascido, Jesus Cristo?
Eles condenam a lei da reencarnação, mas ela é totalmente real, e ainda não foi resgatada pela doutrina cristã por falsas ou interpretações superficiais das Escrituras.
O problema é esse, guias cegos determinando o que é verdade e o que é mentira nos altos escalões da Igreja.
Falo também do perigo dos guias cegos infiltrados nas religiões, e que pretendem determinar como as coisas devem ser e no que as pessoas devem acreditar, se auto-intitulando porta-vozes de Deus. O único pastor confiável é Cristo, que habita na luz inacessível. Todos os demais estão mais ou menos cegos tentando apalpar alguma coisa para se agarrar enquanto perambulam neste vale de sombras, mentiras e enganos.
Eu não culpo esse Papa, afinal, ele é o retrato de séculos de crenças na penumbra, e não na luz. Sei da sinceridade ingênua dele. Mas determinar o que é verdadeiro e o que é falso não lhe cabe, nem de longe.
E se continuar se aliando simpaticamente ao Islamismo, sem dar um pio sobre o que os radicais muçulmanos fazem com cristãos em todo o mundo, fará com que a Igreja perca inúmeros seguidores.
E sinceramente, já foi o tempo em que as pessoas acreditavam que a eleição para Papa era realmente indicada pela Mão do próprio Deus. São apenas um bando de homens inconscientes de batina votando em outros homens como eles mesmos, elegendo líderes entre si da mesma natureza compartilhada.
Jesus disse aos apóstolos que haviam muitas verdades ainda ocultas, que eles ainda não estavam preparados para receber.
E pelo visto, 2000 anos se passaram desde então, e os líderes da Igreja continuam despreparados para elas.
Concluindo, eu ainda quero ter algo de esperança neste Papa, que pensamos ser o último nome da lista de Malaquias.
Caso contrário, teremos que esperar pelo próximo, até que um Papa legítimo assente-se na cadeira de Pedro pela última vez.
JP em 17.04.2026







