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A Bíblia NUNCA ensinou o Geocentrismo

A Bíblia NUNCA ensinou o Geocentrismo

A Terra no centro do universo era uma teoria aristotélica importada pela Igreja Católica que vigorou até a Idade Média, sendo derrubada lentamente pelas ciências em desenvolvimento no tempo do Renascimento europeu.

O geocentrismo não está explícita ou diretamente na Bíblia, mas é uma interpretação de passagens que parecem descrever a Terra como imóvel no centro do universo, como em Salmos 93:1 e 1 Crônicas 16:30.

Essas passagens usam a “linguagem da aparência”, descrevendo o movimento dos corpos celestes do ponto de vista humano, e não a sua posição física real. A interpretação geocêntrica também se ligava à visão de que a Terra, e o homem nela, era o centro da criação divina.

Ou seja, os eclesiásticos interpretavam essas passagens biblicas para reforçar a teoria geocêntrica, enviando para a fogueira todos os que ousassem discordar dessa “infalibilidade bíblica” (ou melhor, a visão que eles compreendiam da Bíblia).

Para eles, a Terra no centro do Universo satisfazia a condição privilegiada do homem criado por Deus, mas se os eclesiásticos tivessem pensado melhor, não seria DEUS o centro do Universo?

E se a Terra é um astro obscuro, denso e sem luz própria, qual o melhor astro para representar DEUS (fonte da vida) no centro do (nosso) universo além do SOL?

As narrativas bíblicas têm apontamentos muito mais sólidos e diretos para o Sol, e não a Terra, ocupando o centro do nosso universo.

Aliás, o Sol foi símbolo para divindades criadoras em praticamente todas as culturas antigas, não somente a doutrina bíblica.
Da Suméria temos o deus criador Semesh, o Sol, nome este que foi usado para retratar o Sol nos textos do Antigo Testamento.

Eis que a verdadeira teoria heliocêntrica estava pronta na Bíblia, até em passagens muito diretas e claras. E as principais citações surgem no livro do Apocalipse, quando o Senhor Deus aparece a João em seu trono com a face de SOL.

“E virei-me para ver a voz que falava comigo. E, virando-me, vi sete castiçais de ouro;
E no meio dos sete castiçais um semelhante ao Filho do homem, vestido até aos pés de uma roupa comprida, e cingido pelos peitos com um cinto de ouro.
E a sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve, e os seus olhos como chama de fogo;
E os seus pés, semelhantes a latão reluzente, como se tivessem sido refinados numa fornalha, e a sua voz como a voz de muitas águas.
E ele tinha na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma espada aguda de dois fios; e o seu rosto era como o sol, quando na sua força resplandece.”
Apocalipse 1:12-16

O Vaticano levaria ainda muitas décadas para reconhecer a teoria heliocêntrica, pedindo inclusive perdão a Galileu Galilei que, se não foi o criador da teoria, foi o seu mais ardente defensor nos meios acadêmicos de sua época.

No discurso de 31 de outubro de 1992, o Papa João Paulo II reconheceu formalmente que a condenação de Galileu Galilei foi um erro, afirmando que a Escritura Sagrada não deve ser imposta para interpretação de pormenores do mundo físico, o qual compete à experiência e razão humanas. Ele destacou que a Igreja havia entendido mal o sentido do universo físico, e a condenação de Galileu, que defendia o heliocentrismo, resultou de uma má interpretação da Bíblia, que deveria ser vista como complementar à razão, e não contrária a ela.

Esse exemplo sobre a teoria heliocêntrica é uma prova de que muitas outras verdades sobre o homem, o mundo e o universo que o cerca continuam intactas na Bíblia, aguardando melhor interpretação e compreensão das mentes que a abordam ainda envoltas em erros, crenças e superstições.

JP em 17.09.2025

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