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Voce sabe usar o seu Arco e Flecha Mental?

Antes de mais nada, vamos abrir o tema com uma equação genérica bastante simples:

Fe = M x t

Fator Eficiência = Método x tempo

Essa equação simples e universal, eu diria, significa que o fator de êxito em práticas ou em qualquer outra atividade da vida, normal ou paranormal, vai depender de duas coordenadas fundamentais:

1. a precisão do método empregado (M)
2. o tempo que você pratica o método (t)

Não adianta ter um método perfeito em mãos se você nunca sai da teoria, e não pratica o tempo devido. É como ter a harmonia musical na cabeça diante do piano e não exercitar por horas sobre o teclado até alcançar maestria nas mãos.

Mas também não adianta exercitar por horas um método teoricamente impreciso ou deficiente em relação ao objetivo proposto.

Na verdade, é com o tempo e a prática (t) que vamos apurando nossos métodos em tudo na vida.
Métodos se aperfeiçoam no tempo das práticas, dos exercícios.

Um método qualquer, por mais eficiente e preciso que seja, não apresentará seus efeitos sem o fator permanência (tempo mínimo de prática e exercícios, que transplantem a eficiência do método aos domínios do Subconsciente), e da mesma forma, praticar horas a fio sobre um método falho não verterá os resultados.

Sobre o fator tempo, além da quantidade de horas diárias, é necessário considerar a extensão dos dias, semanas e meses, ás vezes anos, dentro de um trabalho de mentalização que envolve práticas diárias.

Ficar muitos dias sem exercitar enfraquece o transplante dos modelos propostos para o lado subconsciente do cérebro, onde as habilidades se instalam de forma permanente. O fator tempo é duplo, ele deve considerar o número de horas/dia de prática, e a continuidade das práticas ao longo dos dias.

Certamente que o cérebro precisa de repouso, mas para quem busca a perfeição, ficar um único dia sem praticar pode comprometer os trabalhos, que são cumulativos até certo ponto, antes de se dispersarem nos fios do pensamento subconsciente. É preciso manter a roda sempre acelerando até a realização proposta. E quando a realização for alcançada, mantê-la e conservá-la no status tão duramente conquistado!

É como aprender a andar de bicicleta, ela é o método materializado, mas a prática e o exercício a acompanham. Sem o tempo mínimo, a teoria não se torna prática de conduta, implantada no Subconsciente.

Chamam isso de Programação Neuro-Linguística, mas sabemos que as terapias holísticas modernas nada mais são do que releituras de doutrinas mentalistas antigas, e poderosas doutrinas teosóficas e metafísicas da antiguidade repaginadas (…) e eu chamaria isso de
A Arte da Persuasão, conforme a leitura do arcano 11 do Tarô, chamado de FORÇA não a toa.


Porque ele significa a força da repetição, da persuasão, e revela o aparentemente fraco *a mulher, dominando o aparentemente forte *o leão. Ou a mente no controle do corpo. Ou ainda, o pensamento no controle da matéria. E isso só se alcança através de uma mente persuasiva usando a chave correta. Arcano 11.

Cada um precisa aprender a balancear sua equação Fe pessoal, e ajustar os dois termos. Verificar a precisão do método empregado, e se o tempo de exercitamento sobre ele está adequado. Lembrando que o excesso pode levar à fadiga mental, e até atrapalhar o aprendizado, porque mente cansada não aprende direito.

Para uma maior eficiência de trabalhos, vamos resumir os caminhos da mente em um atalho simples:
Concentração e Visualização.

Um dos grandes inimigos da mente moderna é a dispersão, e depois que a Internet foi inventada e o acesso a informação em quantidade (não necessariamente em qualidade) aberto, as mentes andam ansiosas, dispersas, dissolvidas na onda de informação que, sem um filtro adequado, se torna perigosa.

A dispersão mental prejudica o dom da concentração, e tanto a desatenção como a ansiedade por resultados rápidos diluem a energia mental, impedindo o transplante ao Subconsciente, que endereça os nossos pensamentos para a realização exterior pelo fenômeno da atração e da ressonância mental.

Quando você vai fazer uma prática mentalista qualquer, e começa a sentir seu corpo coçar, picar e incomodar, pode ter certeza que isso significa a presença de agentes de dispersão mental.
Só a concentração perfeita elimina o problema.
Mas horas e horas na Internet e diante de assuntos variados demais e subjetivos, podem instalar vícios de dispersão muito difíceis de contornar.
É preciso equilibrar muito isso.

Qualquer prática precisa de um tempo mínimo de exercitamento.
“A concentração é o ato de estabelecer o meio!”

Pois bem, se você não consegue se concentrar, não irá acumular a energia mental necessária para a prática ou exercício realizado, e se não conseguir uma boa visualização, não conseguirá direcionar essa energia mental acumulada pela concentração, que precisa de um tempo mínimo para começar a gerar os efeitos desejados. Como a água aquecendo na panela, precisa de um tempo para elevar a temperatura do líquido ao ponto de ebulição. Imagine a sua mente como a chaleira, sua energia mental como a água, e a concentração, como o fogo fazendo a temperatura subir. Por fim, imagine a ebulição da água como a mudança de fase de seus pensamentos, do natural para o sobrenatural, do racional para o paranormal.

Um salto, uma oitava, uma mudança de estado, uma refinação ou transmutação mental acontece aqui!

Sem a concentração, a energia mental não se acumula no nível necessário do salto, da fervura, da concretização proposta pela visualização. Importante considerar que exercícios de controle da respiração, bem como uso de mantras e orações/palavras de poder, tem igualmente um efeito de elevar a energia mental.

Toda concentração precisa ser direcionada pela mentalização ou visualização, eis um binário inseparável em todo e qualquer trabalho mental.

Muitos pensamentos e ideias mentais desconexas com certeza dispersarão a energia mental e fraturarão o poder da concentração. E infelizmente, a geração Z está vivendo um novo status cultural que conspira na direção da dispersão mental e da subjetividade de informação.

O Modelo do Arco e Flecha

Nosso aparelho mental se assemelha a um arco e flecha. Enquanto a energia mental concentrada é representada pelo arco retesado, a flecha significa a visualização perfeita que atinge os alvos, as metas da vida.

Qualquer atirador profissional sabe que precisa de um tempo mínimo para o disparo perfeito, o tempo de retesar o arco na medida certa, e o tempo de alinhar a mira da flecha. O arco retesado é a concentração, que vai acumulando energia mental num ponto. E a flecha é a visualização do objetivo sobre o qual toda essa concentração é aplicada.

Sem o arco retesado no nível certo, a flecha não tem impulso para voar, e sem a flecha na mira exata, ela passa longe do alvo.

Por isso, Sagitário, o nono signo, o signo das grandes viagens de corpo, mente e alma nos domínios do desconhecido, do oculto e do místico da vida, além das fronteiras da matéria e da racionalidade apoiada nos cinco sentidos, é retratado pelo centauro munido de arco e flecha.


Sagitário é regido por Júpiter, o signo da mente superior, voltada para os aspectos religiosos, filosóficos e metafísicos da existência, e este signo se opõe a Gêmeos que, regido por mercúrio, está sob a regência da inteligência racional e prática do dia a dia.

Sagitário é o Salto, a Oitava da mente mercuriana, como a sua própria flecha simboliza. Uma mente que sabe como ganhar impulso e voar além das fronteiras da matéria, da racionalidade, dos cinco sentidos e da natureza tridimensional limitada.

É o Signo Nove, relacionado a Carta 9 do Taro, o Eremita, ou o sábio que aprendeu a manusear a sua mente para além da esfera 3D dos cinco sentidos e viu um mundo inteiramente novo, secreto, sagrado e desconhecido da humanidade adormecida, que não sabe o poder da arma que tem em mãos, a mente!

E por que o Eremita deve se calar?
Primeiro, porque os indivíduos 3×5 não acreditariam nele, qualificando-o como louco.
E segundo, porque essa descoberta é um batismo pessoal e intransferível, que cada qual deve alcançar por seus próprios méritos e esforços.

Afinal, ninguém pode emprestar seus olhos para que os outros vejam as coisas que ele vê, e nem a sua consciência para que os outros entendam o mundo da maneira que ele entende.

Eis uma coisa impossível de acontecer.

O Eremita pode sim, ensinar o caminho.
Mas andar esse caminho, é coisa que cada par de pés tem que fazer por si próprio.
O Eremita e o centauro são a mesma entidade, e o arco e flecha do Centauro equivalem a mente treinada do Ancião e sábio. Se o Centauro faz emergir a parte humana da parte animal (o cavalo) é em função das primeiras luzes que ele constatará do outro lado da vida, que o redirecionarão a um completo renascimento, dentro de uma série de transformações internas, o que também está confirmado na simbologia do número nove em relação a nascer outra vez…

 

JP em 06.03.2019

Veja também:

A Máquina cerebral e o Gerador binário de Energia Mental

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