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“Virgem com a criança sorrindo” afinal é a única escultura que resta de Leonardo da Vinci

 

 

 

 

“Virgem com a criança sorrindo”, anteriormente atribuída a Antonio Rossellino, foi identificada como a única escultura tridimensional que resta de Leonardo da Vinci.

Já em 1899, uma potencial atribuição da obra a da Vinci foi sugerida.

Uma equipe de acadêmicos italianos liderada por Francesco Caglioti acredita que a escultura, ao contrário do que se pensava, foi criada por Da Vinci no ano de 1472.  Na altura, o artista tinha cerca de 19 ou 20 anos e ainda estudava com Andrea del Verrocchio, o italiano que foi mestre de Leonardo da Vinci.

Caglioti e os seus colegas prepararam uma exposição dedicada a Verrocchio intitulada “Verrocchio, Master of Leonardo” e pode ser vista no Palácio Strozzi, no centro de Florença.

A escultura foi, até aos dias de hoje, atribuída a Antonio Rossellino — escultor e arquiteto italiano do séc. XV.

A faceta de escultor de Leonardo da Vinci era vista como um mito, uma vez que nunca tinha sido encontrada nenhuma obra a três dimensões do gênio italiano. No entanto, Caglioti garante que o “toque” de Leonardo da Vinci na escultura é incontornável.

Professor na Universidade de Nápoles, Caglioti diz que os acadêmicos foram enganados pela opinião de John Pope-Hennessy, um falecido historiador de arte e diretor do Museu Britânico, que atribuiu a autoria da obra a Rossellino, sem provas substanciais.

Segundo o Observador, a revelação de que a escultura é de Da Vinci é apoiada também por Carmen C. Bambach, uma das maiores especialistas na obra do italiano, presente na conferência de imprensa em que a notícia foi revelada.

As roupas detalhadas da Virgem Maria, semelhantes às dos desenhos do italiano datados da mesma altura, são um pormenor que levam os cientistas a crer que a obra pertence a da Vinci.

O outro pormenor é o facto de o menino Jesus ser retratado com a normalidade de uma criança a sorrir, algo que no século XV sugeriria uma blasfêmia. Numa passagem dos cadernos de Leonardo, o artista recorda os problemas que teve, quando era jovem, por retratar o menino Jesus. Esta poderá ser a obra que o italiano se referia, sugere o The Guardian.

 

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“Por mais de  quinhentos anos se falará
naquele que foi ornamento do seu tempo,
então revelação será feita,
e muito agradará a gente de sua época”
(III – 94)

 

Com certeza, essa quadra de Nostradamus falava de Leonardo da Vinci, e passaram mais de quinhentos anos desde sua vida, obra e morte na Europa, em pleno Renascimento, e de uns anos para cá, realmente o nome de Leonardo tem sido celebrado em todo tipo de teoria da conspiração em torno de Maria Madalena e o suposto filho de Jesus Cristo, desde quando o livro de Dan Brown,  o Código da Vinci, fui publicado, em 2003, reacendendo a polêmica…

Não devem existir mesmo outras esculturas de Leonardo, porque ele mesmo registrou em seus cadernos sua posição que defendia a supremacia da pintura como expressão de arte em relação a escultura – talvez num tom de rivalismo acentuado contra Miguelângelo, o maior escultor de seu tempo e, com toda certeza, imbatível como escultor, em obras que atestam sua genialidade ímpar, como David e La Pietá.

Uma coisa é certa: Leonardo da Vinci nunca sai de moda, e estou certo de que novos mistérios e obras perdidas do Mestre ainda virão, até o final dos séculos…

 

JP em 21.09.2019

 

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