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Um Instrumento Musical chamado Cérebro

Nosso cérebro é, antes de mais nada, um refinado instrumento musical.
Antes, vamos verificar os conceitos elementares que nos permitem afirmar isso.

Cada tarefa da mente é como uma música que você misteriosamente executa ao pensar, dentro desse instrumento musical de frequências e vibrações mentais chamado cérebro, que está dentro de um caixa acústica de ressonância chamada crânio.

As áreas do cérebro e suas funções especificas, conforme os muitos estudos confirmados das neurociências, são estimuladas por pensamentos e energia mental que impressionam diretamente estas áreas, as quais, com o tempo, a técnica e o controle, dão a maestria.

Um bom exemplo é o aluno de piano (ou outro instrumento musical qualquer).
Estudando diariamente no instrumento, o aluno irá ativando as áreas cerebrais relacionadas, de uma parte, com as regiões relacionadas à destreza motora na execução do instrumento, e de outra parte, com as regiões associadas ao sentido estético dos sons e a percepção harmônica da música. O ouvido musical.

Assim, quando cantamos ou tocamos um instrumento, ou quando estudamos matemática, ou andamos de bicicleta e realizamos qualquer exercicio físico, estamos gerando energia mental (nervosa) que estimula as áreas relacionadas ao cérebro, e conforme o treinamento prossegue e cresce em duração e eficiência, vai ficando mais fácil executar as tarefas justamente porque aquelas áreas cerebrais começam a entrar em uma espécie de atividade automática.

A Viagem Astral
Um estudo a parte: realizar práticas com a visualização astral, debaixo de relaxamento e concentração, é a melhor maneira de treinar o cérebro para executar o “acorde astral” que estimula a área do cérebro relacionada a viagem astral consciente.

Abstraindo um pouco, se o cérebro é, todo ele, estimulado por eletricidade nervosa direcionada, eletricidade essa que é CONSCIENTE e que se converte, de algum modo, em oscilações eletromagnéticas comportando informação, e que, de algum modo, essas oscilações de fundo eletromagnético, numa outra DIMENSÃO DO CÉREBRO, se convertem em vibrações musicais específicas, que literalmente fazem VIBRAR as áreas cerebrais envolvidas, então o nosso cérebro pode ser, literalmente falando, um precioso e raro instrumento musical, em última instância de funcionamento, antes mesmo de ser comparado a um computador com informação eletromagnética circulando nos seus neurônios, em sinapses e conexões que fluem nos seus circuitos integrados altamente complexos.

O cérebro se torna um instrumento musical de muitas oitavas e timbres, e cada função que ele executa, todas elas, são executadas por acordes musicais, combinações harmônicas específicas relacionadas com aquelas funções.
Pensar durante as várias funções executadas é o que envia toda aquela energia nervosa para as áreas cerebrais relacionadas, as quais, com o tempo e a prática, se tornarão ativas ao ponto de executar as atividades por nós num modo automático e reflexo, sem a participação do pensamento totalmente concentrado ou direcionado sobre elas, por exemplo, quando andamos de bicicleta.

Essa é a forma de aprender a tocar as infinitas cordas do instrumento cerebral.

Mas e quando realizamos o Silêncio no mais elevado exercício chamado Meditação ou pausa musical?
É quando a música toma fôlego para seguir soando…

Quando o instrumento cerebral cessa o dedilhar as cordas do pensamento, então nossa alma se abre para a audição de um Som de Ordem Superior e Impessoal: a Voz da Criação, com a qual podemos tentar compor em sintonia, nos abastecendo do reservatório infinito de toda inspiração, tal como faziam os grandes mestres da Música Universal!

E nessa outra ordem de trabalhos com o instrumento cerebral, que sabe como dar pausas nas suas músicas mentais, é possível criar num estado de sintonia com a Música das Esferas, que, na qualidade de Mente Cósmica em eterna vibração e reverberação no acústico espaço curvo, alcança a mente dos gênios e santos naquele estado que chamamos de criatividade inspirada.

Expandindo a consciência através de maiores e melhores execuções com o seu instrumento cerebral, você realiza a parte mais elevada e nobre da arte da música: a composição.

Pensar e raciocinar com o conteúdo de informações emprestadas do mundo lá fora é tocar uma música mental que alguém já compôs, mas criar a sua própria consciência objetiva a partir de composições de sua alma é assumir o papel de co-criador ao lado de Deus no grande Universo do Som!

Ps: desnecessário tentar demonstrar porque a boa música estimula muitos potenciais do cérebro… porque nosso cérebro, foi criado a partir de um tecido vibrante pela Música Universal… aliás, como todo o resto, em uma questão de pura ressonância entre todas as suas partes.

E se a Gravidade é a força que domina o universo material, a Ressonância é que organiza o Universo do Som que veio antes, que soou antes…

JP em 22.05.2020