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O Verdadeiro Código da Vinci muito além de Maria Madalena – parte 17 – outras obras (A Adoração dos Magos, o Homem Vitruviano)

Uma bela obra que permaneceu inacabada, como muitas obras de Leonardo da Vinci, e ficou só no esboço, mas mesmo assim, muitas indicações ocultas podem ser encontradas, quando atentamos aos detalhes.

Uma cena estranhamente agitada e populosa demais em torno do que deveria ser uma cena contemplativa e um tanto solitária, de Maria, José, alguns pastores, alguns reis e um menino recém-nascido, sagrado e profetizado: o Messias.

Mas, estranhamente, Leonardo colocou cenas de batalhas e os cavalos que ele tanto amava desenhar.

E começamos a encontrar os códigos tão repetidos, como o sinal do dedo indicador de personagens específicas.


No centro, ao fundo, junto de uma árvore chamada Alfarrobeira, também conhecida como “Pão de São João” e “Figueira de Pitágoras”, e “Figueira do Egito” (e só por estas definições já podemos pressentir os indicadores ocultos pretendidos por Leonardo, evocando o código São João Batista, que esbarra no Hermetismo greco-egípcio).

Repare que, junto do tronco da árvore, Leonardo pintou (novamente!) duas figuras gêmeas, e a figura da direita aparece apontando o dedo indicador para cima (como em muitas outras pinturas), enquanto que a figura da esquerda aproxima suas duas mãos em concha, como que unindo-as para formar um tipo de “ovo” (o ovo alquimista das duas polaridades reunidas do Caduceu de Hermes, Enxofre solar e Mercúrio lunar).

Sendo a adoração dos magos uma das primeiras obras destacadas de Leonardo, percebemos que esses ensinamentos hermetistas e alquimistas já eram conhecidos por ele desde sua juventude.


A mesma cena da Última Ceia, entre os apóstolos Tomé e João, no seu jogo de mãos, e Jesus no centro, no lugar da árvore, percebemos aqui, nessa imagem-espelho.
Leonardo transpõe o mesmo código de uma obra para outra, acrescentando modificações conforme o tema.

Se diz que em Mateus 3: 4, a palavra grega usada para “gafanhoto”, como alimento que João ingeria no deserto, poderia, em outra tradução, se referir ao fruto da Alfarrobeira que o profeta também ingeria no seu exílio.

No hebraico, o termo para um (HAGAVIM, Gafanhotos) e outro (Alfarrobeira, HARUVIM) são muito parecidos.
E aliás, trata-se de um fruto bastante nutritivo e apropriado para uma dieta de quem vivia no deserto, como João Batista.

Ao lado da Alfarrobeira, no desenho, vemos uma palmeira ou tamareira, outra árvore essencial na alimentação dos povos do deserto, e ambas as árvores fazem sutil referência às duas colunas do templo, fazendo paralelos com cenas de guerra, cavalos e símbolos templários ocultos nas cenas.

Estranhas construções ao fundo, inacabadas (como a própria obra, inacabada), com escadarias, ruínas, colunas, pessoas subindo e descendo.
Em outra cena, à esquerda, vemos dois cavaleiros montados sobre um mesmo cavalo, e este é um conhecido selo e símbolo da Antiga Ordem dos Cavaleiros Templários. Certamente que Leonardo entrou em contato com todas aquelas fontes associadas ao conhecimento templário, seu poder, sua ciência, suas ordens, os segredos da Geometria Sagrada inseridos na arquitetura e plantas das catedrais góticas construídas pelo patrocínio daquela Ordem na Europa, muito especialmente no norte da França.

Ao fundo do desenho, parecem haver outros cavalos nessa mesma situação, com duplas em montaria.

Símbolo da Ordem dos Cavaleiros Templários


Imagens: a Árvore da Vida, os gêmeos (polaridades alquímicas), as ligações do binário que resultam na unidade andrógina, fator de ascensão aos céus para onde aponta o dedo de João (a personagem da árvore).


Afinal, além de todas as outras definições que as tradições históricas ajuntam ao seu nome, eis que Leonardo era um alquimista em busca da pedra filosofal cujo maior dote era a Imortalidade e a juventude eterna, e essa busca está mais do que provada na coletânea dos seus trabalhos decodificados corretamente.

A – os gêmeos diante da Alfarrobeira
B – dois cavaleiros montados sobre o mesmo cavalo
C- Leonardo D-Provavelmente Salai, seu discípulo

E, como de costume, Leonardo insere a si mesmo no tema, ele é o sábio pensativo na extrema esquerda, canto inferior, em pé, com expressão de análise da situação toda, diante da cena central, a Virgem, a criança e os reis magos em ato de adoração.

Detalhe: ele não se curva, como as outras personagens, em ato de adoração, apenas observa e analisa, e isso demonstra um traço importante do seu caráter: ele não deseja a fé cega e a adoração sem compreensão.

E aqui ele emprega um modelo que repetiria na Última Ceia e em outros temas: ele se colocou na posição da esquerda, parte extrema, canto inferior, e do outro lado, na posição da direita, canto inferior, em uma posição simétrica, ele desenhou outra figura masculina, jovem, em pé, que parece apresentar a cena a outra pessoa, e até pela aparência da figura, trata-se de Salai, seu discípulo, que ele usaria mais tarde como modelo na Última Ceia do apóstolo Mateus, debatendo com Judas Tadeu (como vimos nas partes anteriores, é Leonardo retratando a si mesmo neste apóstolo), enquanto que, nas posições extremas da mesa, ele retratou Platão na imagem de Simão Cananeu (direita) e Aristóteles na imagem de Bartolomeu (esquerda).

E aqui, numa das primeiras obras, vemos os mesmos caminhos de busca de Leonardo, polarizado entre a ciência racional de Aristóteles e a filosofia mística de Platão, tentando talvez encontrar aquele ponto médio que fez repousar no Cristo nascendo na manjedoura, e no Cristo resplandecendo na Ceia, retrato da solução final da grande obra que ele procurou desvendar em sua vida…

O Homem Vitruviano

Essa imagem se tornou um ícone de Leonardo da Vinci e da própria Renascença, com a mesma proposta de focalizar a inteligência como busca de um ideal de perfeição, onde o homem perfeito se torna a própria medida do Universo com o qual se reintegra, então, no processo.
Assim, o homem auto-realizado, como ideal central da existência, se tornava a própria medida do Universo.
Com certeza, Leonardo da Vinci amou todas essas ideias…

O homem vitruviano reproduz a união de dois mundos, ao mesmo tempo que procura solucionar a “Quadratura do Círculo” na chave do Motor perpétuo (relações ocultas com o quinto elemento, o único que possibilita tal quadratura e motor num aspecto não só teórico ou idealista, mas também tecnológico – um argumento que pode inclusive explicar tecnologias extraterrestres.

O eixo comum que faz girar a roda dos quatro raios, ou seja, o motor que impele o Universo de quatro elementos (sólido, líquido, gasoso e plásmico) seria o quinto elemento, chamado éter pelos antigos e interpretado como QUARTA DIMENSÃO pela Física Moderna.

Outra vez a solução é fornecida pelo pentagrama, matriz geométrica do número de ouro (Phi), e dentro do pentagrama e da cruz AO MESMO TEMPO o homem vitruviano foi inserido, relacionado ao mesmo tempo com o quadrado (Terra, matéria, universo visível) e com o círculo (céu, espírito, universo invisível)… o homem como ponte entre ambos!
Dai ser chamado A MEDIDA DE TODAS AS COISAS.

Um mesmo homem em dois corpos, um em cruz e outro em estrela.
Um mesmo espírito em duas almas, em duas correntes de energia, solar e lunar, material e espiritual, física e psíquica, racional e emocional, masculina e feminina.

Esta imagem também, e principalmente, possui o CÓDIGO DA VINCI como ideal alquímico supremo, a própria pedra filosofal em forma humana.

Conhecer portanto o segredo do quinto elemento (que anima os quatro elementos e todas as coisas) e a forma de se conduzí-lo pela balança ou caduceu do binário, a vara da Iniciação, era e é a única forma de se reconectar com a Unidade.

Esta era a “religião” de Leonardo, e se Einstein formulou a equação fundamental das relações cósmicas entre matéria e energia (E=mc2) na constante da luz, eu encontro aqui e agora a equação fundamental da vida na constante da alma:

JP e 16.05.2020