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O Verdadeiro Código da Vinci… muito além de Madalena – parte 1 – prólogo

Portrait of Leonardo da Vinci (1452-1519), engraving by Marchi.

Onde e quando tudo começou…

Michael BaigentRichard Leigh e Henry Lincoln desenvolveram e popularizaram a hipótese de que uma linhagem de Jesus e Maria Madalena se tornou a dinastia merovíngia em 1982 no controverso livro “The Holy Blood and the Holy Grail

Dinastia merovíngia e carolíngia

E depois, desde 2003 e a publicação do romance-ficção de Dan Browm, O Código da Vinci, o mundo entrou em polvorosa com a suposta revelação indireta da paternidade de Cristo e a linhagem real de seu sangue através de Maria Madalena. Desde então, conspiracionistas entraram em combate com os eclesiásticos, na defesa ou na contestação de tais teorias, as quais, ao meu ver, não são tão absurdas assim, dada a importância que a cultura judaica antiga dava às linhagens, especialmente aquelas linhagens reais, como a linhagem de Davi, onde a profecia alcançou o nome de Jesus Cristo, conforme Mateus 1, colocando, de forma desconcertante, o nome de José, seu padrasto, como herdeiro dessa linhagem real, o qual, ao lado de Maria, a mãe de Jesus, sempre foram representados por lírios brancos, a saber, a flor que simboliza na heráldica a ordem dos antigos reis da França, a flor de Lis, país onde supostamente as primeiras gerações descendentes do filho ou filhos de Jesus e Madalena teriam se desenvolvido, relacionadas aos reis merovíngios.

Iconografia da Virgem Maria e os lírios brancos

 

Iconografia de São José e os lírios brancos

Essa casta teria se espalhado pela península ibérica e, mais tarde, viajado nas Caravelas de Colombo rumo ao Novo Mundo, sob as insígnias dos herdeiros dos cavaleiros templários, como a Cruz de Malta, prosseguindo assim a corrente no segredo dos séculos, uma forma literal de conceber o sangue de Cristo se espalhando pelo mundo inteiro, inserido em antigos descendentes que teriam sido ocultados e protegidos por Ordens secretas, como o Priorado do Sião, da qual Leonardo da Vinci, entre outros ilustres nomes, teria sido grão-mestre em seu tempo.

 

Flor de Lis, símbolo da antiga realeza francesa

A Flor de Lis

A palavra lis, de fato, é um galicismo que significa lírio ou íris, mas também pode ser uma contração de “Louis” (termo francês equivalente a “Luís”), que foi o primeiro príncipe a utilizar o símbolo (ficando, assim, fleur-de-louis, ou “flor de Luís”).

Segundo a história contada e escrita, a flor-de-lis está na heráldica francesa desde 496 d.C. simbolizando a conversão da casa real francesa ao cristianismo.

Estão relacionados com a flor-de-lis, ou lírio, os arcanjos Rafael e Gabriel, a Virgem Maria e José, o carpinteiro. Sua figura de 3 pontas representa a “Santíssima Trindade”. Na religião cristã, o símbolo da flor-de-lis é relacionado com Jesus Cristo no “Olhai os lírios do campo…”.

Através dessa simbologia é que os reis de França se consideram reis por vontade divina.

Tudo isso significa que a Flor de Lis representaria uma espécie de símbolo de reconhecimento que guardaria o percurso dos descendentes do sangue real da linhagem de Jesus e Madalena em seu primeiro núcleo, na França, entre os merovíngeos, os carolíngios e, mais tarde, ressurgiria com  a dinastia dos reis “Luis” da França. Nostradamus fez muitas referências a flor de lis em sentidos proféticos e ocultistas.

(…)
Porém, limitar o código da Vinci somente a teoria da suposta geração de Cristo e Madalena é conhecer muito pouco sobre a obra grandiosa e vasta desse mestre iluminado do Renascimento.

O Código da Vinci, portanto, vai muito além de Maria Madalena. Ele é um tratado de ciência hermética, como veremos a seguir, em detalhes.
(…)
O Mestre Leonardo nunca desejou um combate aberto contra a Igreja Católica, porém, qual Einstein, se ressentia do rechaço eclesiástico diante do progresso das ciências em função do Dogma imposto. Mais do que qualquer um em seu tempo, Leonardo ansiava pela fusão entre razão e mística, entre ciência e fé, e todas as vezes que sua visão unificadora colidia com o Dogma, e foram muitas, então ele recorria a criptografia, ao ocultamento, a sugestão e aos recursos da arte sugestiva a favor das sociedades secretas e dos pensadores livres agindo subliminarmente em seus trabalhos.

Revendo todos os códigos da Vinci, descobriremos o quanto ardeu nessa mente a chama da Iluminação Hermética, e o quanto ele tinha de pagão e cristão em doses certas, lutando para que a sabedoria greco-egípcia e mesmo gnóstica que chegou em suas mãos não fosse aniquilada pela Inquisição romana e pela militância do Cristianismo dogmático, porque ele estava certo de que não foi dessa forma que o próprio Jesus determinou que sua Igreja fosse administrada em sua ausência.

Porque Cristo determinou que a Verdade regrasse e guiasse a Igreja, e não o Dogma.

No final das contas, compreenderemos que o Código da Vinci não se concentra em Maria Madalena, porém, nos chama constantemente a atenção da pessoa de São João Batista, o profeta enviado para preparar os caminhos do Messias Jesus. Porém, o Código nos leva, através de João, como uma ponte cristã velada, até certa divindade pagã, cujos atributos comparados aos argumentos secretos das obras do mestre Leonardo, tornam as suas razões óbvias demais para tanto, e veremos muitas destas razões em detalhes nos capítulos a seguir, nos levando a identidade do deus pagão conhecido, cultuado pelos círculos secretos existentes no tempo de Leonardo, e que de modo algum tal culto poderia ser exposto publicamente, sob o risco real de sentença de morte pela Inquisição.

 

Continua

JP em 20.02.2019

Veja também:

A Equação da Vida

Veja também:

O verdadeiro Código da Vinci muito além de Maria Madalena – parte 2 – o mapa astral de Leonardo da Vinci

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