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O Universo é holográfico e não passa de um Game?

Eu não consigo ver o nosso universo como um mero jogo dos deuses. Até já joguei vídeo game um dia, na época do saudoso Atari, mas hoje, tenho aversão a vídeo games, de modo que não consigo fazer a associação do vasto universo espiritual a um mero jogo, como vejo alguns fazendo.
Isso é projeção humana sobre os mistérios da Criação, dentro dos seus próprios argumentos limitados de comparação. Na antiguidade, não havia tecnologia artificial, então os homens eram obrigados a usar o cérebro para tentar desvendar os mistérios do universo, e assim chegavam em respostas mais claras. Hoje, por causa da tecnologia e dos seus dispositivos, a gente deixou de usar o cérebro nesse sentido, para tentar ilustrar o universo por meio de parábolas artificiais.

A tecnologia se converteu no único ponto de referência e comparação para uma geração cada vez mais cega diante dos infinitos mistérios da Criação.
Um jogo me soa meio leviano. E nessas horas é que eu sempre recorro ao modelo de que mais gosto: o casal de jovens pais que tiveram seu primeiro filho. O universo é esse filho, que eles geram e acompanham em cada passo, cada experiência, cada tropeço, ajudando em tudo, guiando em tudo, até que o filho cresça e finalmente, com consciência, compreenda o amor dos seus pais em nível de retribuição, coisa que ainda não pode fazer enquanto pequenino. Por isso, não vejo o universo nem como um jogo, nem como um golpe do acaso, nem mesmo como um projeto.

Eu o vejo e o sinto como um ato de amor. Os antigos viam e sentiam da mesma forma. O Universo é um ato de amor. Um jogo sempre admite a possibilidade de derrota, mas o ato de amor vai seguro da vitória até o fim. E no universo, nada se perde. Tudo se transforma, de uma forma ou de outra. De modo que, se nada é perdido, não poderia ser um jogo. Aliás, para o universo, ganhar ou perder não importa, o que descaracteriza a tese do jogo. O importante para o universo é dar felicidade a todos os seres. Nisso concordam todas as religiões. Nossa busca é pela comunhão ou fusão universal.

Este seria o Game Over, se existir um.

Primeiro aspecto, é que o alvo da criação não é o universo de três dimensões. Tudo evolui e involui, repare, matéria e energia não foram criados para ter existência eterna, nem nada debaixo deste universo. Quando falei da comunhão, é claro que falo de um universo transpessoal, onde nem matéria e nem energia componham sua realidade, apenas a primeira energia, que é o Amor, aquela que liga todas as coisas entre si e as consciências se sentem infinitas por causa disso. Para esse alvo é que o universo ilusório trabalha.

Veja a vida dos santos e dos mestres, ela geralmente é marcada por falta de conforto, renúncia e sacrifício, porque eles entenderam a mensagem do desapego. Se a gente viver para sempre confortavelmente na matéria, com a tecnologia resolvendo todos os problemas, então se cria um falso paradigma, que contradiz diretamente o alvo do Universo, que é transcender matéria e prazer dos sentidos.

Todas as estrelas e mundos morrem, o nosso está a beira do colapso, muitos corpos físicos perecerão, mas o Amor divino não é medido pelo corpo físico.


O corpo físico é um sistema de matéria e energia, e cedo ou tarde, como qualquer outro sistema do universo tridimensional, terá que ser descartado. O que permanece é o espírito em busca daquela comunhão com a primeira energia, em sua escada infinita pela evolução cósmica.
Quanto aos pais que matam filhos, eles nunca foram pais. Os filhos vieram apenas de um acidente na cama, ou camisinha furada, ou pílula vencida. Me refiro a pais de verdade, e não a esses abortos de gente. Pais de verdade são os que planejam filhos com amor, e não aqueles que tem que suportar filhos por que eles são efeito indesejável do sexo e, muitas vezes, vieram por acidentes e lapsos nos métodos de controle da concepção.

Onde não tem amor, tem que descambar para tudo isso mesmo.

Mas, a julgar pelo nível da mediocridade moderna, em par a maldade sem freios, realmente, o pior inferno seria se Deus deixasse a gente aqui para sempre nessa confusão que criamos por nossas próprias mãos. Ainda bem que Ele irá por fim a isso cedo ou tarde.

O duro para o doente terminal não é morrer, mas ficar vivendo desse jeito para sempre. Morrer, para ele, é o que vai deixá-lo feliz. Tudo é relativo quando a matéria é o foco da análise. Essa problemática tridimensional, cheia de dor e sofrimento, só se compreende como meio para um fim maior.

A dor, no final das contas, é criação nossa. Deus não criou a dor, a dor é um alerta para nos recolocar no caminho. Sem ela, a gente já nem existiria mais nesse planeta. Teríamos acabado conosco mesmos a muito tempo, se não houvesse a lei da dor para nos frear e nos ensinar a retomar o caminho do amor.

Ps: sobre a idéia do jogo me soar leviana, quis dizer que ela é muito pequena ou insuficiente para explicar a criação, somente isso.

Só posso dizer que, enquanto a gente tentar compreender o universo somente pelas regras do plano tridimensional, nunca vai transpor aquele beco sem saída do círculo sempre voltando para ele mesmo. Temos que buscar o centro. Ali está a resposta. O nosso centro não é o cérebro, é o coração.

Jogos são coisas humanas. O nosso ego se polariza em ganhar e perder, em buscar prazer e fugir da dor…. nossa mente está presa no beco da dualidade, daí as tentativas rudimentares de comparação com modelos culturais atuais, como o jogo.


Mas o espírito vive e se move na Unidade do Amor, é daí que extrai sua Lei e Poder de Criação. Algo que nossa mente não enxerga e, portanto, ainda não pode compreender.
JP em 13.02.2019

 

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