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O Poder da Verdade

 

 

 

 

” Dizer que a natureza humana não pode ser mudada é um lugar-comum que oculta dos ignorantes a profundidade da sua própria ignorância”.

Bertrand Russell

” Numa época de mentiras universais, dizer a verdade é um ato revolucionário.”

George Owell

“Nunca tente iluminar a vida de alguém que sempre encontrou em suas próprias sombras um lugar para viver se escondendo de si mesmo”

Autor desconhecido

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Não basta revelar a Verdade, é preciso se preparar para ela.

Teria sido mais prudente ao fugitivo da caverna de Platão nunca mais voltar para lá, porque com certeza seria devorado pelos companheiros, ou condenado ao ostracismo.

As pessoas buscam a verdade cósmica mas não conseguem transcender as mentiras mundanas de suas pequenas vidas materialistas e egocêntricas.

Porque uma coisa implica na outra.
A Verdade exige tudo de nós. Entrega total. Libertação, Purificação, Transformação, Renascimento.

Não existe verdade de conveniência, somente verdade de renúncia, a começar pela verdade que toca olhar no espelho, todos os dias enquanto houver consciência e auto-crítica.

Não culpemos somente ao sistema portanto, pela omissão da Verdade.

Porque o sistema é feito de humanos exatamente como nós.

Apenas humanos, que nunca tentaram lutar para transcender essa condição.

Se o conhecimento dá poder, a questão toda é: o que fazer com este poder? Partilhá-lo com o mundo (o que significa diminuir o poder de si) ou centralizá-lo e concentrá-lo em grupos fechados (o que significa torná-lo maior e com capacidade de controle global)?

Quem partilha o conhecimento imediatamente perde poder. Mas quem detém o conhecimento só para si, este detém o poder e o controle total.

Não só as instituições científicas, mas todas as antigas instituições, ordens fechadas, a própria Igreja e o Vaticano (repleto de informações armazenadas naquelas bibliotecas) e qualquer grupo seletivo faz isso.

O foco da questão não é somente a informação, mas a direção que ela passa a tomar numa sociedade constituída por tantas pessoas diferentes, culturas, crenças, costumes e níveis de compreensão.

Mas, dependendo do que tenham em mãos, e em face a tantas diversidades culturais, religiosas e sociais sobre a Terra, o que fazer? Revelar tudo? Esconder tudo? Revelar uma parte e esconder outra parte? E que parte revelar, e que parte esconder?

Ter conhecimento desta natureza é uma responsabilidade enorme.
E a bem da verdade, até hoje eles não tem a menor idéia de como lidar com isso.

Se escondem, é porque sempre esconderam, e aprenderam que deve ser assim.
Algo como de um condicionamento.

Francamente falando, quem em sã consciência acha que toda a humanidade está preparada para maiores verdades do que novelas, realitys shows e futebol?
Não é nada fácil lidar com conhecimentos desta envergadura.

Porque, dependendo da verdade que venha, não será nada fácil suportá-la. Isso porque geralmente ela nunca é como foi pensada antes, de modo que raramente alguém está preparado de antemão para ela.

Busca o conhecimento, o encontra … e?

Reza para Deus, Ele aparece… e?

Este é o problema, não adianta ter conhecimento ou tecnologia se não tiver também a consciência do que fazer com ele, e da forma correta.

É como um remédio sem bula, ou um aparelho desconhecido sem manual de instruções.

Acho que dá pra entender a diferença crucial.

O homem não é culpado por buscar conhecimento, na verdade, é exatamente isso o que o torna tão nobre.

O homem só é culpado pelo que vêm fazendo com ele.

Da mesma forma como os falsos religiosos, que se dizem “de Deus” sem nunca terem sido.

Então, se não pode com a força do fogo, melhor não acender um.

Nietzche, por exemplo, foi um homem muito ambiguo.

Este filósofo vivia grandes conflitos internos, o ateísmo comeu-lhe a alma até o ponto em que a paranóia acabou com ele em pouca idade, já que, aos 44 anos, teve um colapso e sua razão paralisou-se.

Então, dependendo do foco, as convicções são mais amigas da verdade do que da mentira.

Mas tem uma sentença dele que eu sempre gostei:

“O homem é uma ponte estendida entre dois extremos, o animal e o divino: uma ponte sobre o abismo”

Essa sentença é como uma intimação ao Nosce te Ipsum, ou Conhece-te a ti mesmo, ou ainda, à vitória sobre a eterna esfinge que quer nos devorar, esfinge que somos nós mesmos, desconhecidos diante de nós mesmos.
Com certeza ele tentou cruzar essa ponte, mas despencou no abismo da própria loucura.

Nem todos conseguem cruzá-la.

Mas estou certo que nós cruzaremos, e do outro lado alcançaremos a resposta que tanto procuramos. Com todas as nossas convicções nos impelindo para a frente.

Então, dependendo do foco, as convicções são mais amigas da verdade do que da mentira.

Sim, dependendo da forma como lidamos com as nossas convicções, eu diria que elas são o genuíno alimento da busca pela Verdade.

Einstein chamou isso de intuição ou percepção da verdade pelo canal da imaginação.

E ele correu atrás de suas convicções, e demonstrou todas ao mundo, e teve que suportar toda a enxurrada de críticas que o mesmo mundo, antes de tais demonstrações, atirou contra a sua face, chamando todas as suas convicções de loucuras.

Mas assim segue firme em sua marcha todo gênio, convicto de sua voz interior.

Aquela que só ele pode ouvir, mas depois que ele encontra um meio de prová-la, então o mundo passa a ouvir com ele.

O mesmo mundo que, antes, o condenou em seu estado de surdez.

 

Mundo estranho esse…

 

JP em 14.09.2019

 

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