O Dom de Ensinar

 

 

 

 

 

O DOM MAIS DIVINO QUE EXISTE

 

ENSINAR É UM DOM DIVINO!

 

Um professor ensina não o que acha, mas o que sabe. Isso não significa impor conhecimento. Apenas ensinar. Cabe ao aprendiz decidir se quer confiar no que ele ensina ou não. Desde o início dos tempos, o nosso mundo recebeu professores espirituais, e com eles, alunos se polarizaram em simpatia ou não com as coisas que eles tinham que ensinar. Nunca começam sua cátedra declarando: “eu acho isso, eu acho aquilo”. Apenas falam das coisas que sabem, que viram, que ouviram, que deram por testemunho de verdadeiro.

Eles têm que estar seguros do que ensinam. Isso não significa que estejam a impor, apenas que estão certos e seguros do que ensinam, o que deve servir didaticamente para passar segurança aos alunos. O ato de ensinar é um dever, e o ato de aprender, um direito.O que não significa que os professores saibam todas as coisas. Nem que os alunos ignorem todas as coisas.

Contudo, no mundo da informatização, a informação é trocada na velocidade da luz, e em grande quantidade, e não há filtro de certo e errado ou verdade e mentira acompanhando consultas on line.

De modo que cada coração seja livre para aprender o que quiser, com quem quiser. Ou não.

No mundo em que vivemos, dar é mais difícil do que receber.
E acrescento: ensinar é muito mais difícil do que aprender.

Porque para aprender, voce recebe de um. Mas para ensinar, ensina para muitos. Harmonizar estes muitos dentro do mesmo ensino é o que há de mais difícil, dada a grande diversidade de mentes, pontos de vista, conceitos, ideologias e níveis de consciência.

Mas não tem como evitar. Aquele que reparte seus conhecimentos, se torna professor, mesmo que não perceba, porque haverá muita gente aprendendo. E se há gente aprendendo, você está ensinando. E se está ensinando, isso te qualifica como professor. O grau da proficiência vai depender de dois fatores: do acervo do teu saber e da didática de segurança com que passas estes conhecimentos.

Neste vasto mundo, estamos, cada um de nós, entre duas extremidades, entre o ato de ser aluno (aprender) e o ato de ser professor (ensinar). Não existe nenhuma das duas condições em modo absoluto. Ninguém é somente aluno que não tenha algo a ensinar, como ninguém é somente professor que não tenha algo a aprender.

Que isso nos leve a maiores responsabilidades sobre as nossas palavras.

Agora, exibir conhecimentos não é o mesmo que ensinar. Professores exibicionistas deixam de sê-lo, porque apenas estão querendo exibir o quanto sabem. Tem muito disso também. O professor genuíno só tem um interesse e devoção: fazer com que o aluno compreenda a lição. Seu alvo é o aluno. Não ele mesmo. E quando o aluno aprende, ele se sente recompensado. É como um filho espiritual, que ele ajudou a gerar neste mundo. E para esse tipo de trabalho, ele tem que ensinar com o coração, não com a mente. O coração é o mestre. Engraçado que, na Sabedoria Antiga, o ofício de instrução era algo “feminino” e lembremos as deusas do conhecimento, e que Sabedoria tinha nome de mulher (Sofia). A Sabedoria é tratada na Cabala como entidade feminina, ao lado do Poder, a entidade masculina,aquela que lhe completa.

E ambas assumem, juntas, a feição de Deus.

Todo professor se torna como uma mãe daqueles que ensina, e passa a amá-los. Isso é imagem reconhecida nos modelos do conhecimento antigo. É uma relação muito próxima aquela existente entre discípulo e mestre.

A grande instrutora de Jesus foi a Virgem Maria. O leite de Ísis, símbolo da ciência e do conhecimento que instruia os divinos Heróis, como Hércules e o leite da Cabra Amaltéia. O leite que vem do coração, não do cérebro. O leite de deusas ou da Cabra sagrada gerou heróis. Este leite é o conhecimento, que tem que sair puro e nutritivo do peito da Mãe… isto é, do coração da Mãe… leite de ciência superior gerado no órgão do amor…

Ensinar é como dar alimento a alma, a relação é a mesma. Daí a conexão com o materno ofício de alimentar seus filhos, desde o ventre, desde os seios, com o leite do amor, com a substância da própria carne.
Ensinar é nutrir outra alma com o melhor da própria alma. É partilhar espírito, de muitas formas.

Tudo isso quer dizer que o professor verdadeiro ensina com o coração, porque ama o que faz, e amando, impregna suas palavras de uma ressonância especial que ajuda o aluno a compreender, porque suas palavras são carregadas pelo coro do Universo dizendo AMÉN… porque o universo nunca é surdo e indiferente às palavras instrutivas vibrando com amor no espaço aberto.

Elas sempre vem acompanhadas de energia divina.

Porque ninguém ensinará bem se não souber partilhar bem.

Ensinar é um dom divino.

Como partilhar também!

Porque ambos exigem AMOR.

 

JP em 27.09.2019

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