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O Caminho do Zodíaco – Câncer

CÂNCER
(Johfra)

O Mundo dos Sonhos

Entramos no quarto signo, regido pelo quarto elemento a completar a cruz elemental (nesta ordem): fogo-terra-ar-água, e isso explica porque vemos os quatro símbolos da magia, no canto esquerdo superior, colocados pelo pintor: bastão, cálice, espada e pentagrama, dentro de polígonos (pentágono, quadrado, triângulo e círculo).

São relações mágicas antigas entre formas geométricas, objetos de poder e os quatro elementos, a base de operações da magia antiga, da medicina e do próprio Universo cujo assento é o Éter, o quinto elemento.

Signo de água que corresponde, no Hemisfério Norte, ao verão e ao período de muitas chuvas, que vêm para nutrir as plantinhas recém-brotadas da terra de Touro, e da mesma forma como elas, os cancerianos não vivem sem as águas emocionais… é o seu principal alimento.

Este signo nos reporta à própria magia, em uma praia de sonhos, aliás, cancerianos são os mais imaginativos e sonhadores do Zodíaco, tanto no bom como no mau sentido, tanto em termos de criatividade rica como de fantasia ativa… possuem uma sensibilidade extrema ás forças da natureza e aos seres invisíveis da magia, uma quase mediunidade natural!

Este signo nos reporta à própria magia, em uma praia de sonhos, aliás, cancerianos são os mais imaginativos e sonhadores do Zodíaco, tanto no bom como no mau sentido, tanto em termos de criatividade rica como de fantasia ativa…

O Emocional é que rege este signo, em combinação com os ritmos da Lua, que realmente controlam de forma inconsciente os nativos do caranguejo, que se tornam temperamentais e instáveis como as fases lunares… e um tom de PRATA esverdeada emoldura a cena, prata oxidada pelo sal da maresia… o mar, a matriz, como o útero materno, como o raio lunar influente nos nascimentos…

Não exatamente o caranguejo tradicional do signo, o que vemos é um crustáceo diferente, destes que ocupam a casa abandonada de caracóis do mar. Porque aqui, Johfra insere o sentido da ESPIRAL, ou o tempo, representado nesta concha espiralada.

O tempo que flui como rio, como mar, as ondas cíclicas do mar, onde a cena é retratada. A cor esverdeada do elemento água domina o tema, quase misturada à mesma cor do céu ao fundo, com a Lua em fase e o Anjo dos sonhos disparando a sua flecha. Podemos compará-lo a Diana, a caçadora, deusa lunar entre os romanos.

A Lua rege a maternidade, os nascimentos e tudo o que diga respeito ao universo dos bebês e crianças na primeira infância. É onde os primeiros sonhos e impulsos são plantados, aqueles que formarão a base que sustentará (ou não) o adulto por toda a sua vida.

Nos recessos de Câncer é que estão guardados os tesouros secretos, as origens de família, os antepassados, os sonhos secretos, os apegos. Aliás, é o signo onde o apego fala muito fortemente, o apego emocional, a instabilidade, a insegurança, a dependência sentimental.

Ferido, assustado ou inseguro, o canceriano se comporta como o crustáceo que se recolhe para dentro de sua concha e passa a viver dentro de seu mundo particular de imaginações… ali ele vive ativamente a fantasia dos seus desejos!
Num aspecto superior, é a casa da alma, dos tesouros que temos encerrados dentro das espirais do Inconsciente, a serem resgatados pelos mergulhos do Auto-conhecimento!

Se, de um lado, estas mãos agarrando jóias e tesouros representam as emoções negativas do canceriano se apegando fortemente ao passado, família e todo tipo de objeto que lhe passa segurança (a imagem das pinças do crustáceo, que agarram fortemente os objetos), e por outro representam os tesouros interiores da alma, já que Câncer é o setor IV, que representa os fundamentos da alma. Todo ser humano tem muitos tesouros enterrados na sua alma, porém, precisa ter coragem para enfrentar os inimigos internos de sua própria natureza oculta.

Um detalhe abaixo: você vê um escaravelho rolando uma pérola.
Símbolo que mescla o egípcio com o bíblico, a pérola de valor que é a alma, e a alma que retorna, reencarna (o escaravelho).
O retorno da alma, a transmigração das almas, a espiral lunar dos renascimentos, os tesouros das memórias de vidas passadas, heranças boas e heranças ruins guardadas nas espirais da mente subconsciente, enfim, tudo dentro deste baú que a poderosa memória canceriana às vezes consegue desenterrar em seus sonhos.

E nas areias da praia, duas pequenas tartarugas se encontram… as almas afins sempre se reencontram nas praias do tempo… onde castelos de areia voltam a ser construídos, para se desmancharem outra vez pela ação das ondas do tempo.

É preciso aprender a construir castelos na rocha viva, o que nos será ensinado no signo a seguir… porque Câncer, dentro da sequência da estrada zodiacal dos 12 signos, representa o limite final da roda cíclica da existência, o ir e vir entre os mundos que embala praticamente todas as almas em seu sono eterno da consciência, esse embalar no berço da natureza feito pelo movimento repetido do retorno e da recorrência dentro do adormecimento das ilusões na mecânica espiral das reencarnações… é preciso quebrar a roda, e essa batalha começa com a conquista da luz…