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Jesus Cristo ensinou a assexualidade?

Correto!

Os especialistas hoje vêm considerando a assexualidade uma orientação sexual, assim como a homossexualidade, a heterossexualidade e a bissexualidade. E essa condição significa que a pessoa não tem necessidade de sexo, portanto não faz sexo e não sofre por isso”, explica Carmita Abdo, coordenadora do programa de estudos da sexualidade da USP.

Essa orientação não pressupõe um problema hormonal.

Também não há diferença na libido. “Tem libido. A libido é a energia vital. É a energia que usamos para todas as nossas atividades. E os assexuais canalizam essa libido para outras atividades. Por exemplo: uma missão, uma profissão, uma busca por alguma posição”, explica Carmita Abdo.

Estudos apontam que, estatisticamente falando, oito em 100 mulheres são naturalmente assexuadas no Brasil, e entre os homens, três em 100 homens são assexuados. E nada sofrem em sua abstinência sexual.

(***)

Como podemos ver, a assexualidade não é coisa tão rara assim.

Porém, eu discordo dos especialistas em definir a assexualidade como uma orientação sexual. Na verdade, é uma ausência de orientação sexual, porque prevalece outra orientação, quando a libido é direcionada para outro setor de interesses do cérebro, uma vez que o sexo é um dos impulsos de maior interesse da mente do homem moderno, sob todas as suas formas e deformações.

E o mais interessante: a assexualidade não está vinculada a um deficit hormonal, como poderia se pensar.
Não está vinculada a nada que seja de causa orgânica.
É uma condição puramente psicológica.
Eu diria, a verdadeira revolução do sexo quando o sexo se torna outra coisa, quando o sexo puramente animal se converte e se transforma num outro poder, numa outra forma de sexo e fusão amorosa, psíquica, cognoscitiva, artística, metafísica e mesmo mística: chamas gêmeas?
O sexo dos Anjos?
Os termos finais da Alquimia?

Importante ressaltar que, na assexualidade genuína, não há conflito. A pessoa não precisa ficar dentro de um estado de luta psíquica contra os desejos sexuais, porque eles simplesmente não existem. É como alguém olhar para uma comida apetitosa e não sentir nenhuma vontade de comer, porque não tem fome. Na pessoa assexuada, não existe desejo sexual e, portanto, não existe conflito.

Leonardo da Vinci, o maior gênio de todos os tempos, foi um caso clássico de assexualidade, que canalizou toda a sua libido para sua arte, sua ciência, sua sede de conhecimento, estudado inclusive por Sigmund Freud nesse aspecto.

Muitos defendem que Leonardo da Vinci foi homossexual, o que está errado. Ele foi assexuado.
Não somente ele, como outros artistas do seu tempo, podiam até ter um tipo qualquer de amor platônico por um aprendiz, etc, mas esse amor platônico era mais um ideal do que um impulso sexual.

O próprio Leonardo da Vinci definiu em seus cadernos o ato sexual como uma coisa “grotesca”, e isso quer dizer que ele não tinha interesse por sexo, apesar de ter vivido sim, amores platônicos.

E quem não os têm? Que atire a primeira pedra!

Na antiguidade, a assexualidade era o mesmo que o impulso celibatário conservado por monges e iogues interessados em transmutar sua sexualidade e instintos, o que conseguiam ao fazer com que estes mesmos instintos não incomodassem mais na forma de desejos persistentes no pensamento. Então, essa energia era sublimada e desviada na direção de suas obras, trabalhos e estudos, ou seja, a libido era convertida em poder mental e esse poder mental lhes dava capacidades artísticas, científicas e manuais.

Em outras palavras, se converter num assexuado, ou como disse Jesus, num “eunuco” era o primeiro passo para o caminho da espiritualidade via transmutação dos instintos.

Buda foi um assexuado, porque largou esposa e filhos e se embrenhou na mata e na solidão de suas meditações para transmutar toda a sua libido, como o azeite da Bíblia que nutre as candeias da iluminação.
O simbolismo do azeite, espremido de azeitonas, é a clara referência à sublimação das secreções sexuais para iluminar as sete Lâmpadas do Espírito, os chakras.

Contudo, não basta apenas ser um assexuado. É preciso sublimar a própria sexualidade com métodos científicos precisos, baseados no controle da respiração e da mente, e conjugados ao uso do poder da Palavra criadora.

O próprio deus Hermes tem a imagem de um ser assexuado.
E seu nome é usado em combinação com o nome de Afrodite (Vênus) para definir o andrógino: Hermafrodita.

Hermes-Mercúrio é o patrono das ciências da mente, e o Caduceu com suas duas serpentes supõe uma ciência oculta capaz de transmutar a libido.
E sua ciência diz que o assexuado é a base do andrógino.
Somente quando o sexo é sublimado, ele sobe uma oitava para se tornar amor, amor de alma gêmea, sexo psíquico, amor de fusão, etc.

Uma demonstração da assexualidade do deus Hermes está nos dois signos da regência mercuriana.
Gêmeos e Virgem.

Gêmeos são assexuados pelo fato de serem crianças (crianças são assexuadas).
E Virgem é assexuada pela sua própria condição, virgem por escolha.

Muitos defensores da liberdade sexual falam que Jesus ensinou “todas as formas de amor” … numa tentativa de vincular sexo ao amor, o que é um tremendo disparate. Jesus ensinou o amor puro que nada tem a ver com instinto sexual, o amor da própria assexualidade, que é incondicional.

Porque quando alguém deixa de projetar desejo sexual em tudo e em todos é que começa a sentir as pessoas além da questão da atração física, e polarizar as imagens em bonito e feio, atraente ou não atraente, etc.

As pessoas confundem amor com desejo muito facilmente. Olham alguém do sexo oposto ou do mesmo sexo e se sentem atraídos por sua aparência, dizendo depois que isso é amor… claro que não!

Essa é uma das piores prisões da mente a serviço do ego e das suas ilusões fabricadas por instintos de fundo.

A pessoa livre do desejo sexual não rotula mais os outros segundo seus corpos, seus rostos, se bonitos ou feios, se atraentes ou não atraentes. Ela começa a sentir as coisas mais pelo lado psicológico, além das aparências que fazem seu papel no jogo dos sexos e na proposta da natureza, que é a reprodução, quando a verdadeira energia do amor começa a aparecer em sua alma.

Porém Jesus advertiu que essa condição de assexualidade não era para todos, mas para poucos.
Porque a maioria das pessoas simplesmente não consegue viver sem sexo. Daí a sua orientação para que, então, se casem e constituam família conforme a Lei de Deus, para que não incorram em adultério e fornicação.

E no final do seu discurso, Jesus associa o plano da assexualidade às crianças (que são assexuadas), dizendo que o Reino dos céus pertencia a elas. E também fala claramente da assexualidade dos anjos, que anjos não se casam e nem vivem atividade sexual dada a sua condição imortal. Só os mortais casavam e se reproduziam para morrer depois, esse era o seu destino. Mas nunca, jamais, o destino dos Anjos.
Que estavam destinados à imortalidade.

Mas quando um grupo de anjos no passado deste mundo tomou o sexo com filhas dos mortais, motivou a Justiça Divina na decisão do Grande Dilúvio.
Estes anjos caíram e se tornaram a classe de demônios que, desde então, invadiu a mente coletiva com mentiras, seduções e armadilhas do pecado.
O Livro apócrifo de Enoque é claro, fornece todas as coordenadas desse evento que nos alcança até os dias de hoje, quando estamos vivendo os últimos dias de Babilônia muito às vésperas do grande julgamento, quando os demônios seriam libertados do Tártaro onde foram presos.

O Verdadeiro Matrimônio dos Anjos

(Palavras do Anjo Rafael ao casal Adão e Eva nos tempos da inocência):


“Que te satisfaça saber que nós (os Anjos) somos felizes, e que sem amor não há felicidade.Tudo o que tu, Adão, desfrutas de puro em teu corpo (porque puro tu foste criado), nós, os Anjos, gozamos com superioridade. Nós não encontramos obstáculos de membranas, de juntas ou de membros, barreiras exclusivas.Mais facilmente que o ar com o ar se mistura, se os espíritos dos Anjos se abraçam, totalmente se misturam, o puro desejando unir-se ao puro. Não necessitamos de uma transmissão restrita, como a carne para se unir com a carne, ou a alma para se unir com a alma”.

(Do Poema místico de John Milton, o Paraíso Perdido)
Ps: o poeta em questão era cego, mas invocou que a luz do Espírito de Deus o guiasse em sua magnífica obra, que eu recomendo a todos.

Compreender não somente o sexo, mas os instintos físicos como correntes que limitam a alma no corpo e nos desejos insaciáveis, impedindo a ascensão do espírito na matéria, e compreender que é perfeitamente possível (embora não para todos) viver a vida sem qualquer necessidade de sexo, e mais, transmutar todos os instintos como fonte de um combustível vital secreto para impulsionar a mente e a alma na expansão da consciência, e saber que esta mesma visão que Cristo expôs na Bíblia, já existia antes na Índia, no Tibet, No Egito, na Grécia, entre os maias, e diversas culturas que compreenderam que a realização espiritual na matéria pressupõe uma ciência que necessita da sublimação dos instintos como base de tudo, é o primeiro passo.

Agora, existem passagens da Biblia onde Jesus Cristo foi muito claro ao sinalizar a assexualidade aos seus discípulos e a todo aquele que quisesse seguí-lo em espírito e verdade.

Esses teóricos da liberdade sexual moderna que ficam usando todo o tempo o nome de Jesus Cristo para tentar demonstrar suas teorias de liberdade sexual deviam ler melhor a Biblia antes de tentar deturpar as suas palavras em favor de suas ideias liberais.

Porque nem sempre Jesus usava parábolas. Ele sabia ser bastante direto e específico em algumas questões vitais, como a questão do sexo.

Até em evangelhos apócrifos, como o Evangelho de Tomé, Jesus fala no resgate da condição andrógina da humanidade, quando o homem e a mulher se completariam de tal forma que o sexo deixaria de incomodar seus corpos, e então, suas almas passariam a vibrar em escalas mais elevadas do amor verdadeiro onde já não existe mais aquela sombra de projeção dos corpos chamada INSTINTOS!

E nessa condição de androginia resgatada é que homem e mulher, como uma unidade mística, voltariam a ser como crianças (Adão e Eva nus e sem malícia no Éden, porque realmente só crianças ficam nuas sem malícia na mente), e a partir das crianças, homem e mulher seriam transformados em Anjos pelo poder do Verbo de Deus.

Porém, Paulo de Tarso foi o apóstolo que mais pregou a assexualidade cristã como condição de base da genuína espiritualidade a partir do próprio exemplo, relatando inúmeras citações em que a situação da carne que se torna vítima do desejo impuro acaba por bloquear a presença do Espírito Santo de Deus, e se o Espírito de Deus não está presente no templo, o templo voltará a ruir e se tornar pó (alegoria da morte), e somente a presença Cristo no Templo, pela ação do Espírito Santo, poderia começar a transformar a condição do homem mortal para a de homem imortal e verdadeiro Filho de Deus.

Sexo não é amor, é instinto.
Somente na ausência do instinto é que o amor verdadeiro começa a fluir no coração.
Seres instintivos tem desejos e emoções, mas ainda não sabem o que é o amor, já que os seus instintos exacerbados acorrentam o seu coração no lado animalesco de suas naturezas ainda muito rudes e imperfeitas.
O homem tem que se transformar outra vez em criança, para que da criança possa nascer o Anjo, ou Filho de Deus.

A ciência hermética ensina o primeiro passo: a assexualidade. O segundo passo: a sublimação do instinto. O terceiro passo: voltar a ser criança. O quarto passo: o resgate da androginia. E o quinto passo: a morte do humano para o renascimento do divino, do Anjo, do Filho de Deus, que cria não pelo sexo, mas pelo poder de sua palavra e de seu pensamento. E que ama e realiza também um sexo transcendental totalmente imaterial pelo mesmo poder. Algo que o ser humano comum e altamente sexual não tem a menor condição de compreender agora no estado em que se encontra de homem instintivo.

(***)

Passagens bíblicas

“E aconteceu que, como os homens começaram a multiplicar-se sobre a face da terra, e lhes nasceram filhas,
Viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram.
Então disse o Senhor: Não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem; porque ele também é carne; porém os seus dias serão cento e vinte anos.
Havia naqueles dias gigantes na terra; e também depois, quando os filhos de Deus entraram às filhas dos homens e delas geraram filhos; estes eram os valentes que houve na antiguidade, os homens de fama.
E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente.”

Gênesis 6:1-5

“Então chegaram ao pé dele os fariseus, tentando-o, e dizendo-lhe: É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo?
Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Não tendes lido que aquele que os fez no princípio macho e fêmea os fez,
E disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne?
Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.
Disseram-lhe eles: Então, por que mandou Moisés dar-lhe carta de divórcio, e repudiá-la?
Disse-lhes ele: Moisés, por causa da dureza dos vossos corações, vos permitiu repudiar vossas mulheres; mas ao princípio não foi assim.
Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de fornicação, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério.

Disseram-lhe seus discípulos: Se assim é a condição do homem relativamente à mulher, não convém casar.
Ele, porém, lhes disse: Nem todos podem receber esta palavra, mas só aqueles a quem foi concedido.
Porque há eunucos que assim nasceram do ventre da mãe; e há eunucos que foram castrados pelos homens; e há eunucos que se castraram a si mesmos, por causa do reino dos céus. Quem pode receber isto, receba-o.
Trouxeram-lhe, então, alguns meninos, para que sobre eles pusesse as mãos, e orasse; mas os discípulos os repreendiam.
Jesus, porém, disse: Deixai os meninos, e não os estorveis de vir a mim; porque dos tais é o reino dos céus.

E, tendo-lhes imposto as mãos, partiu dali.”

Mateus 19:3-15

“No mesmo dia chegaram junto dele os saduceus, que dizem não haver ressurreição, e o interrogaram,
Dizendo: Mestre, Moisés disse: Se morrer alguém, não tendo filhos, casará o seu irmão com a mulher dele, e suscitará descendência a seu irmão.
Ora, houve entre nós sete irmãos; e o primeiro, tendo casado, morreu e, não tendo descendência, deixou sua mulher a seu irmão.
Da mesma sorte o segundo, e o terceiro, até ao sétimo;
Por fim, depois de todos, morreu também a mulher.
Portanto, na ressurreição, de qual dos sete será a mulher, visto que todos a possuíram?
Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus.
Porque na ressurreição nem casam nem são dados em casamento; mas serão como os anjos de Deus no céu.
E, acerca da ressurreição dos mortos, não tendes lido o que Deus vos declarou, dizendo:

Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó? Ora, Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos.
E, as turbas, ouvindo isto, ficaram maravilhadas da sua doutrina.”

Mateus 22:23-33

“E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem.
Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca,
E não o perceberam, até que veio o dilúvio, e tragou a todos, assim será também a vinda do Filho do homem.”

Mateus 24:37-39

“Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.
E, se Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito vive por causa da justiça.
E, se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita.
De maneira que, irmãos, somos devedores, não à carne para viver segundo a carne.
Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis.
Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus esses são filhos de Deus.
Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai.
O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.
E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados.”

Romanos 8:9-17

E olhei, e eis que estava o Cordeiro sobre o monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que em suas testas tinham escrito o nome de seu Pai.
E ouvi uma voz do céu, como a voz de muitas águas, e como a voz de um grande trovão; e ouvi uma voz de harpistas, que tocavam com as suas harpas.
E cantavam um como cântico novo diante do trono, e diante dos quatro animais e dos anciãos; e ninguém podia aprender aquele cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da terra.
Estes são os que não estão contaminados com mulheres; porque são virgens. Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vá. Estes são os que dentre os homens foram comprados como primícias para Deus e para o Cordeiro.
E na sua boca não se achou engano; porque são irrepreensíveis diante do trono de Deus.

Apocalipse 14:1-5

JP em 27.01.2020

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