Hélios e Nêmesis, os dois sóis do Apocalipse

As duas testemunhas da criação

É interessante reparar que muitos elementos simbólicos do livro do Apocalipse resultam, além de apontamentos proféticos sobre os rumos da civilização moderna, em modelos cosmológicos muito precisos que sinalizam o fluxo das transformações de impacto na Terra a partir dos comandos astrológicos superiores.

Por exemplo, no capítulo 8, vemos os sete Anjos reunidos num Templo do céu, diante do oitavo Anjo, o sacerdote supremo do Templo cósmico (Uriel), para receber trombetas e iniciar os alertas sobre o mundo.

Estes sete anjos eram as personificações dos poderes dos sete planetas inferiores da Astrologia antiga, vigente nos tempos de João: Lua, Mercúrio, Vênus, Sol, Marte, Júpiter e saturno (Sol e Lua eram considerados planetas em redor da Terra, Astrologia geocêntrica usada até os dias de hoje).

Isso pode representar os agrupamentos dos sete “planetas” num mesmo signo ou setor do céu, sempre avaliados como geradores de grande energia de impacto planetário bem como grande influência sobre o destino da humanidade.

Por exemplo, há 38 anos, em 4 de fevereiro de 1962, os sete planetas se reuniram no signo de Aquário.
O ano de 1962, época do movimento Hippie, da revolução sexual e da moda, revolução cultural e a contra-cultura, etc, cenário que muitos astrólogos, então, associaram à influência de Aquário devido a este raro agrupamento, vinculado, a propósito, ao alvorecer da Era de Aquário e a mudança de posicionamento da direção do eixo de rotação da Terra no zodíaco (Precessão dos Equinócios e o ciclo completo em cerca de 25920 anos).

Outra reunião dos sete planetas aconteceu em 3 de maio de 2000, no signo de Touro, e muitos astrólogos interpretam o começo das mudanças planetárias neste dia (porque Touro é o signo da Terra), colada no ano profético de Nostradamus e o eclipse singular de 11 de agosto de 1999.

Além deste sinal dos sete planetas, temos um duplo sinal, o mais importante de todos, no Apocalipse 12, e o mesmo João notifica neste capítulo: um grande sinal no céu!
E numa ordem precisa, primeiro ele relata o sinal do raro alinhamento planetário na constelação de Virgem (que só acontece a cada 5000 ou 6000 anos), e depois, outro sinal também no céu, o grande dragão vermelho, que arrastou com sua cauda 1/3 das estrelas do céu (notando que, para os antigos, astros e estrelas eram sinônimos, e o termo planeta era associado a um tipo de estrela errante, dotado de movimento, diferente do padrão das estrelas fixas no Zodiaco contra as quais era posicionado).

O sinal celeste na constelação de Virgem aconteceu na tarde de 23 de setembro de 2017. E o dragão vermelho, que parece identificar uma grande estrela com cauda, é descrito depois. Cronologicamente falando, há uma grande conexão aqui com o objeto P 7X, grande candidato a Nêmesis, uma estrela anã marrom visitante do Zodíaco, e que pode ser o segundo Sol do sistema solar.

A grande conexão é que o mesmo Apocalipse 12 diz que a mulher (do signo de Virgem, e aqui o sinal celeste se converte num evento histórico terrestre) iria fugir desse dragão ameaçador (como se espera que realmente seja a passagem de Nêmesis pelo sistema solar interior), e permaneceria num refúgio por três anos e meio, ou 1260 dias. Se você contar três anos e meio a frente do grande sinal na constelação de Virgem e o nascimento da Criança sagrada (que significa o embrião da Grande Familia espiritual de Cristo na Terra a ser resgatada, e permanecer no refúgio), a data nos leva para 2021, entre os meses de março e abril, exatamente quando se estima que o astro P 7X (Nêmesis) cumprirá seu periélio, o tempo de máxima aproximação do Sol, em aparência de um cometa, uma gigantesca estrela de fogo).

Ou seja, o Apocalipse 12 deu as coordenadas celestes e deu também os tempos, que parecem estar muito precisos, afinal.
E finalmente, outra passagem do Apocalipse que, além de um contexto humano, possui um simbolismo astronômico velado, é a passagem que fala das duas testemunhas, que teriam poder sobre o fogo e poderiam destruir seus oponentes.

Os tempos associados a elas, três anos e meio, 42 meses, são os mesmos tempos declarados para o refúgio da Mulher no deserto. Ou seja, enquanto as duas testemunhas de fogo entram em cena e fazem fogo cair do céu, a Mulher está segura no refúgio, por 1260 dias.

Hélios e Nêmesis são dois nomes de origem grega. Hélios é a personificação do Sol, e representa o alvorecer. E Nêmesis encarna a Justiça e é a personificação do Destino.
No Apocalipse 11, estas duas entidades que “fazem cair fogo do céu” irão atormentar o mundo por três anos e meio. Nesse período, a “Mulher” (a grande família dos arrebatados) estará segura no refúgio, e a Criança já terá sido arrebatada deste mundo.

E o Apocalipse 12 termina dizendo que o Dragão vermelho faria guerra contra a humanidade, após ver falhar suas tentativas de tragar a Criança ou ferir a Mulher.
Quando Nêmesis passar bem perto do Sol (periélio), os efeitos terriveis disso vão durar cerca de 3.5 anos.
Grande parte do mundo vai perecer, isso segundo o mesmo Apocalipse, em cerca de 1/3.

Ou seja, além do contexto dos dois ultimos profetas de Deus revelando todas aquelas verdades que atormentarão os ouvidos de uma humanidade acostumada na mentira e na vida de pecado, astronomicamente falando, estas duas entidades são os dois sóis do sistema.

Testemunhas de que?
Ora, qualquer sistema de planetas começa com o nascimento de sua estrela central, ou de suas estrelas originais, quando ele é binário, trinitário ou até mais, muito antes da formação dos planetas.
Estas estrelas do sistema ainda embrionário é que se tornam as primeiras testemunhas da criação deste novo sistema, quando elas então foram se condensando e, somente depois de assumirem alguma estabilidade, começaram a organizar os planetas ao redor de si em órbitas equilibradas gravitacionalmente na resultante final do sistema considerado.

Devidamente interpretado, o Apocalipse é um perfeito manual de Astrologia superior, do arco dos deuses (Teurgia), mostrando os eventos mais importantes do céu e todos os seus impactos na Terra e na transformação da humanidade, dolorosa mas necessária transição para a nova era, a era dos deuses, que encerrará a era dos homens em sua Babilônia moderna de ódio e confusão…

Se Apocalipse também é uma palavra grega que significa Revelação, eis que a revelação de um sistema solar duplo seria surpreendente para marcar o fim de uma civilização e o começo de outra, fundamentada nas verdades finais que Deus acaba de revelar, terminando séculos de mentira, manipulação e controle dos poderes do Sistema da era dos homens… desfeita debaixo do fogo das duas testemunhas primordiais da criação do sistema solar duplo!

JP em 23.04.2020

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