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Conexões estelares

 

A constelação de Órion é uma das mais belas do céu, e a mais fácil de identificar, sei que muita gente começou a identificar o céu a partir dela. Na cultura egípcia, o que é nítido no Livro dos Mortos, a constelação de Órion abrigava o Tribunal da Justiça Divina, com Osíris no papel de Juiz supremo, e seus 42 juízes auxiliares, e a intercessora Isis, e a deusa da Verdade-Justiça Maat, e o escriba Toth, e o guia Hórus, e o manipulador da Balança, Anúbis.

Uma bela cosmogonia declarando os processos de toda e qualquer alma depois da morte, algo que não difere muito nas outras culturas, com uma balança para pesar nossos atos, e num prato, os atos deviam ser leves como uma pluma (sem culpa) e no outro, o coração era pesado para se medir o conteúdo da alma que, para os egípcios e muitas outras mitologias, ficava não no cérebro, mas no coração. Interessante isso, e bom para refletir: a única coisa que se levava a juízo do outro lado, parte do corpo, era o coração, e tudo o que havia dentro dele.

Alguém certa vez disse isso:


Mateus 6
…20Mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde a traça nem a ferrugem podem destruir, e onde os ladrões não arrombam e roubam. 21Porque, onde estiver o teu tesouro, aí também estará o teu coração.

Pois bem, a constelação de Órion fica na região zodiacal de Touro, que era a região do céu mais sinalizada e mapeada do céu pelos antigos, um forte indício de que antiquíssimas inteligências extraterrestres podem ter vindo de lá e instruído os antigos.

Para os Dogons da África, a estrela Sirius era a referência principal dessa visitação antiga. A própria Gobekli Tepe, na Turquia, tinha inúmeras correlações com o Touro celeste, não só em suas estelas mas no próprio formato e disposição dos monumentos, além do fato de se situar nas montanhas Touro…

São dados que não podemos negar ou evitar. Já se disse que a constatação de padrões regulares nos leva a identificação de fenômenos, pelo menos na ciência experimental. Temos o mesmo caso aqui.

Em mitologias paralelas, o Touro era o animal mais sagrado, porque do seu sacrifício se fazia a nova vida. Em Posseidônia, ou Atlântida, Touros eram oferecidos em honra ao deus Netuno-Posseidon, a divindade tutelar de lá. Então, pelo que podemos ver, essa visitação de inteligências de Órion, Sirius e Plêiades (aliás, as únicas estrelas mencionadas no Antigo Testamento) tem um denominador comum no registro de inúmeras civilizaçóes do passado, mesmo anteriores a nossa, desde Atlântida, Lemúria e antes. 

Então, no parecer destas civilizações, o Touro assumia um duplo significado, o espiritual (porque representa o sacrifício do corpo/matéria no processo de renovação da vida e espiritualização da alma) e o estelar ou extraterrestre, porque sinaliza as nossas origens no céu.

É da região do chifre do Touro, zeta Tauri, que está localizada uma das nebulosas de sinal mais intenso que chega até nós, a Nebulosa do Caranguejo, remanescente de uma supernova registrada no século XI (ano 1054). De qualquer modo, havia um estilo comum no passado, o de erguer monumentos na direção de determinadas estrelas, e alinhar os equinócios e solstícios também, bem como as lunações e até eclipses (como Stonehenge).


Porque essa intensa preocupação dos antigos com os céus? Astronomia e Astrologia nos interesses da Agricultura, pesca e outras atividades? Ou também memorial para os deuses ancestrais, os verdadeiros progenitores da nossa raça?

De qualquer forma, o profeta Isaías já falava, no capitulo 19 do seu livro, que as pirâmides serviriam como memorial de Deus na sua fronteira (entre o visível e o invisível) e que, quando a opressão da tirania e da mentira chegassem ao ápice, então esse altar e memorial serviria para se invocar o Senhor mais uma vez, que então libertaria o povo enviando seu rei e seu messias prometido.

Muitos vão na onda de Sitchin, e creem que IHVH era um tirano escravocrata dos primeiros homens, mas em toda a Biblia, a única imagem que se registra dele é a de um Deus justo e ao mesmo tempo amoroso e compassivo, que só tem um desejo: libertar o seu povo e recolocá-lo na Terra Prometida, aquela que mana leite e mel…

Sitchin não prestou atenção a esse detalhe?

Abaixo, imagens da conexão Gobekli Tepe e a constelação de Órion, e Taurus.


Uma conexão interessante. No hebraico, o nome de Órion é Kesil, palavra que significa COXA. E ainda, confiança, ou estupidez.

Curiosamente, a lenda em torno do caçador Órion admite a estupidez de ter desafiado a deusa da caça, Diana, que lhe feriu (na coxa) por um Escorpião (constelação praticamente oposta a Órion no Zodíaco, do outro lado do céu) e por sua excessiva confiança, acabou por morrer na prova, e ser transformado por Zeus naquela constelação.

Mensagens e ensinamentos filosóficos, como bem o sabemos, estão repletos nestas mitologias, muitas usadas até na mais alta Psicanálise (complexo de Édipo, só para lembrar um). De qualquer forma, os escritos de Homero tem muito de Psicanálise e Filosofia conjugados.

Outro ponto de conexão: é comum nestes mitos a associação da coxa ferida ou de outra parte do corpo, indicando ponto vulnerável de fragilidade psíquica. Jacó foi ferido na coxa por um Anjo de Deus. O deus vulcano era coxo, e dotado de excepcionais habilidades.

O próprio Órion foi ferido (na coxa?) pelo Escorpião, morreu e ressuscitou na forma de divindade estelar. Esse traço cultural é importante no entendimento do papel das estrelas para os antigos, que lhes representavam os grandes homens e mulheres da Terra, aqueles que tinham seus espíritos transformados pelos deuses em estrelas,passando assim para a condição deles.

O sacrifício era a única forma dessa ascese, desta transfiguração, a exemplo de Cristo, o modelo supremo desta teogonia implícita à ciência dos antigos, que nunca andava separada da espiritualidade. Todas as religiões antigas, verdadeiras e puras, insistem na mensagem do sacrifício como única forma de alcançar a transfiguração da alma que torna o humano semelhante ao divino.
Não só a configuração das três estrelas nas pirâmides correlacionada ao cinturão de Órion, mas também os dutos de ar da mesma pirâmide de Quéops apontando para aquela região do céu.

Temos que tentar compreender o Egito pela cabeça dos antigos egípcios, e não pela cabeça de múmias vivas da inteligência fossilizada.

Sirius era a estrela relacionada a Isis, enquanto Órion se relacionava a Osiris. O dueto Pai-Mãe nas estrelas, que os gregos transformaram no Caçador Órion e seu cão-guia (Sirius é a estrela do Cão, a guia da alma do herói morto no bom combate nos mundos espirituais).

Aliás, na Bíblia, Sirius é nomeada HwISh, e aparece no livro de Jó, com grande destaque.

31 Você pode amarraras lindas Plêiades? Pode afrouxar as cordas do Órion? 32 Pode fazer surgir no tempo certo as constelações[82]ou fazer sair Sirio com seus filhos? 

(Os filhos de Sirio, os filhos da Estrela, os filhos da Iniciação na Terra, os verdadeiros filhos de Deus nascidos da água e do Espírito em linhas desconhecidas para a nossa métrica existencial linear que vai do berço à sepultura…)

Sirius, como Vênus, foram astros celebrizados em praticamente todas as culturas antigas, uma se confundindo muito com a outra. Uma espécie de “capital cósmica” dos deuses…

JP em 09.04.2019

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