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Ciência e Fé

 

 

 

 

Ainda que a ciência tenha avançado ao ponto de demonstrar matematicamente (teoricamente) a existência de dimensões paralelas, o que embasaria, por exemplo, o Universo Harmônico das Cordas, e que somente uma quarta dimensão existente a permear todo o universo serviria como meio eficiente da propagação de ondas eletromagnéticas (interpretado como Éter pelos antigos), e sabendo que todas estas n dimensões se interpenetram em tudo o que matéria e vida, de modo que todo objeto existente no universo é, por uma definição bastante lógica, multidimensional (o que não torna a atividade extraterrestre uma exclusividade de outras dimensões-podem estar nessa e noutras dimensões, como estamos nós), bem, aos que pedem provas e mais provas, eu pergunto:

Pode a ciência atual provar o Espírito?

Poderá a ciência de qualquer tempo que seja, antigo ou futuro, provar DEUS?

O COMO das coisas é o alvo do trabalho da ciência, mas e o PORQUE e o PARA QUE das coisas?

A que ramo do conhecimento caberá esse ônus?

Ciência… ou FÉ?

Não será este, precisamente, o limite que existe para toda ciência que traz no bojo a pretensão da onisciência?

Poderemos um dia formular, por exemplo, a equação do Amor?

Ou levantar as coordenadas dentro das quais se move… e vive… DEUS?

Não estarão exagerando um pouco as pessoas nesse fanatismo científico, massacrando sob a letra morta a inegável existência de tudo aquilo que não pode ser provado por metodologia científica?

Peguemos exemplos da vida prática. Porque amamos algumas pessoas e por elas fazemos tudo?

Há equações que regulem essa atividade cotidiana em nossa vida, a atividade do amor?

Há somas, há radicais, há números constantes, há forças envolvidas, há partículas de troca, enfim, há fenômenos mensuráveis em laboratório capazes de provar o amor?

Se não houverem, então deixa o amor de existir por causa disso?

E se DEUS É O superlativo do AMOR em tudo, de novo eu pergunto:

Poderá a ciência provar, algum dia, DEUS?

Nem a Arte, nem a Filosofia, e nem mesmo a Religião, seja ela qual for, se levantaram com a bandeira de querer PROVAR DEUS. O que estes três mensageiros da Verdade a se unirem com a ciência em breve, pretendem fazer é demonstrar que Deus está dentro do homem, reforçando a força do chamado dentro dele. Da mesma forma que a gota só vai saber o que é mar o dia que cair dentro dele. Uma vez fora, tudo o que pode fazer é estimar o que seja o Mar.

Eu acredito firmemente que os próprios extraterrestres ou seres de consciência mais avançada disponham de uma ciência profundamente entrelaçada com o conhecimento espiritual. Neste tipo de ciência não há separação entre objeto e observador, como acontece com a nossa. Nessa ciência, o referencial de análise é único e universal: a partir da consciência divina é que todas as coisas são avaliadas, do centro para a periferia. Mas ainda somos, humanos, seres de consciência periférica. E por isso queremos tantas provas.

Para mim, o ato de exigir tantas provas materiais de substâncias e realidades imateriais só prova o quão limitados ainda somos.

Consciência periférica, tridimensionalista, racional.

Não é a toa que muitos precisam tanto de provas, e fazem do ceticismo crônico a sua religião, e da metodologia dos laboratórios, o seu altar de orações. Ainda que a prova esteja bem diante do nosso nariz e nossa percepção periférica não a perceba, porque está fora do alcance dos oráculos desse altar negro.

Aí começam a pedir provas das provas.
E provas das provas das provas… porque o ceticismo se tornou crônico, há um impulso viciante na mente atrás de tudo isso.

E então, é só começar a cair no abismo sem fim, fazendo que a síndrome de São Tomé se converta na loucura de Pilatos, que pediu provas a Cristo da Verdade Divina.

Muitos pensam assim, que tudo o que a ciência não puder provar simplesmente não existe.

Aí o fanatismo sai da religião e cai do lado da racionalidade.

E o pêndulo da instabilidade nunca pára de oscilar.

Quero dizer que também não acredito em todos os contos místicos da modernidade. Mas não é por causa dos místicos delirantes que iremos explodir todo o edifício da fé, construído pelos homens de ciência e consciência lúcidos que já pisaram neste mundo.

Uma coisa é ciência de laboratório. Outra é ciência no exercício da consciência. É nesta em que eu acredito. Porque, quando a consciência emite sua ciência, então a razão logo logo encontra os números, formula as teses e as equações que definam suas intuições acertadas.

Experiência: esta é a palavra-chave do crescimento da consciência.

E ao meu entendimento, ela não se limita à racionalidade.

Na verdade, o raciocínio é tão somente a sua primeira porta.

Depois que a gente cruza essa porta, entraremos numa espécie de loucura sadia, aquela loucura de pensar diferente da maioria que ainda não abriu a referida porta.

A mesma loucura de um Einstein, que viu o espaço retorcido e o tempo desregulado.

E como foi taxado de louco na época.

A experiência de viajar num raio de luz foi o seu primeiro argumento.

Foi com essa imagem que ele conseguiu abrir aquela porta.

Temos que encontrar a nossa imaginação e nela viajar, deixando no leme não a razão, mas a intuição.

Depois, quando a intuição voltar da viagem, então ela conta tudo para a razão, e esta que se preocupe com os números…

A Lança e o Graal são os dois símbolos mais sagrados do Cristianismo diante da Cruz.

A ciência é como a lança, penetrante, deseja ir na raiz dos fenômenos e ter a explicação “racional” de tudo, sendo este o seu limite.

Mas a fé é como o Graal, a taça de divino êxtase, que a alma humana apenas bebe e é preenchida de todas as respostas, e mesmo que não as tenha, não importa… aquele que bebe deste Cálice fica cheio de Deus, pleno de espírito, e sacia a sua sede de conhecimentos racionais por outro pasto, outro manjar, outro alimento… aquele que, saciando totalmente o ser por inteiro, pode ser dado, e apenas ser dado, pela fé…

JP em 12.09.2019

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