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Capítulo para quem busca o despertar total da mente

 

 

Para quem pretende trabalhar com os níveis mais profundos da energia mental num sentido de despertar, precisa incluir a vigília noturna em suas práticas, isso para obter, através do exercício, uma mente que possa, de fato, alternar as percepções dos dois mundos simultaneamente, ou seja, do mundo físico e do mundo astral/mental, que tomamos pela quinta dimensão (onde atuam as leis quânticas em sintonia com as leis que regulam o pensamento).

Vigiai e orai!

Essa sentença tem muito mais ensinamentos do que podemos imaginar, e é isso o que vamos ver agora.

A vigília da madrugada é uma necessidade para se conduzir gradualmente a energia mental ao despertar, e por isso, todos os monastérios a incluem em suas rotinas.

Por que essa necessidade de acordar no meio da madrugada, nem que seja por alguns minutos, quebrando o sono com algum tempo de oração e meditação?

Justamente para tentar colocar a mente num estado intermediário de funcionamento que opere tanto sobre a realidade física como sobre a realidade astral, num papel intermediário.

Sabendo que mente é uma coisa, e cérebro é outra, é necessário saber ajustar a mente em relação ás frequências cerebrais variadas, mantendo o estado de transição.

Se eu acordar pela madrugada e voltar a dormir depressa ou longo em seguida, não haverá tempo hábil para se colocar a mente naquele estado intermediário: ela continuará no foco astral dos sonhos, levando a pessoa a dormir rapidamente. Mas se a vigília for longa demais, aí o sono vai embora, e a mente se fixa outra vez na percepção física. É preciso encontrar o meio-termo.

A transição da mente entre os dois estados, o físico e o astral, acontece duas vezes por dia, normalmente:

1. Quando vamos dormir (a mente se desloca para o plano astral de percepção)
2. Quando acordamos (a mente retorna ao plano físico de percepção).

Porém, por ser uma transição rápida demais e geralmente sem um trabalho sobre ela, essa transição mental não carregará uma percepção bilateral, dois dois planos ao mesmo tempo, se deslocando rapidamente para um ou para o outro.
E essa oscilação é fatal porque a chave do despertar está justamente em se manter a percepção mental dos dois domínios ao mesmo tempo.

Um mestre, quando vai dormir, mantém a consciência astral sem perder a percepção de seu corpo na cama. E acordado, ele está com plena consciência de percepção física, mas sua mente continua sintonizada com o mundo astral, e sua conexão não será por uma viagem, e sim, por visões e intuições que lhe mantém informado do cenário astral mesmo estando acordado aqui no mundo físico.

Despertar é se fazer consciente dos dois mundos, e não somente de planos superiores.

É perceber as coisas integradas num tempo contínuo, sem fragmentação de percepções.

Claro que tal status mental leva tempo para ser alcançado, e é a culminação de uma série de trabalhos disciplinares por vários anos. Contudo, podemos dar largos passos nessa direção com mudanças de hábito e a instalação de práticas bem feitas.

Se o domínio puro da mente é a quinta dimensão, que é a dimensão original do pensamento, da mesma forma que o domínio do corpo e da matéria física é a terceira dimensão, um despertar mental pleno só acontecerá a partir da quinta dimensão abarcando as dimensões inferiores, e da consciência que passa a assumir o referencial da observação a partir da quinta dimensão, e não da terceira.

O fato de estarmos em vigília somente no plano físico significa um real estado de adormecimento do ponto de vista da realidade mental 5D.  Será como tentar olhar o que tem no topo da montanha olhando lá de baixo.

Judas de Kariot disse em seu manuscrito O Vôo da Serpente Emplumada:

“Vigiar é se fazer todo desperto!”

E se fazer todo desperto é trabalhar para focalizar a mente em seu legítimo centro de gravidade, que é a percepção 5D (o topo da montanha), e não somente a percepção 3D (a base da montanha, o chão).

A percepção mental 3D ainda é uma percepção típica de mente adormecida, tateando no escuro as realidades paralelas.

O desdobramento astral/mental, portanto, não é somente uma questão de se deslocar a mente para outra dimensão. Essa definição é incompleta e mesmo equivocada.

O despertar astral é sim, uma questão de saber conduzir a atividade mental de vigília para a quinta dimensão mas sem perder a consciência do mundo tridimensional, e de todos os planos abaixo.

O Despertar é uma questão de conectar a mente e pensamentos à sua dimensão original, onde a própria mente e pensamentos foram criados dentro da natureza humana.

Em termos práticos, tanto a tentativa de conservar a mente desperta ao se ir dormir, como quando se acorda na madrugada, numa vigília noturna, não significa um simples deslocamento da atividade mental da dimensão A para a dimensão B, e sim, uma tentativa de manter simultaneamente a consciência de A em B e de B em A.

Porque, uma mente verdadeiramente desperta na quinta dimensão não vai perder a consciência do mundo físico, até porque o físico e o astral se interceptam totalmente. E mais do que manter a consciência das duas dimensões, a mente desperta perceberá a ligação entre ambas, num estado de percepção simultânea.

A própria viagem astral apresenta exemplos que demonstram isso. Sair em corpo astral e ver o corpo físico, e constatar um cordão energético prateado ligando os dois energeticamente, é o exemplo mais simples dessa verdade acima anunciada.

São dois os momentos em que podemos tentar isso, quando se vai dormir, e quando se acorda para uma vigília na madrugada.

É com a mente nesse estado que conseguimos a viagem astral e outras experiências trans-dimensionais, incluindo a meditação, criando conexões diretas de percepção entre todos os planos paralelos, e que, lá na percepção física, eram invisíveis, e fragmentados.

Somente acordar do outro lado, no plano astral, não basta, porque se a mente lá no Astral não estiver conectada ao corpo físico na sua percepção, com esse mesmo corpo físico dormindo e operando no “piloto automático” do Subconsciente, a experiência astral do outro lado se perderá, total ou parcialmente: total, no completo esquecimento dela ao se acordar, e parcial, na sua transformação em um sonho mais ou menos diluído e subjetivo na lembrança ao despertar, diluindo as informações reais da fonte.

Uma mente multi-dimensional de todos os planos em percepção simultânea é o status de uma mente realmente desperta.

VIGIAI E ORAI!

Quando Jesus disse isso aos discípulos sonolentos no Horto das Oliveiras, entregava a chave do despertar da mente.

E a quem vigiaremos nestes instantes?
Aos outros? Aos inimigos? Ao ambiente?
Não, não e não.

Devemos vigiar a nós mesmos, devemos vigiar a nossa própria mente, porque é a mente que abriga os verdadeiros inimigos do homem. Esses pensamentos sorrateiros e invasores de sempre, procurando instalar dúvida, confusão, medo e mentira, gerando dispersão mental e subjetividade, estados que nos manterão sempre cativos da escravidão do adormecimento.

Antes de culpar o SISTEMA, A MATRIX E A NOVA ORDEM MUNDIAL pela nossa escravidão, é urgente vigiar a nossa própria mente: porque essa mania de culpar o que está fora e deslocar a atenção da causa real, que está dentro, é outro pensamento invasor comum em mentes que mantém-se adormecidas.

BUDA dizia que o pior ladrão que existe é um mau pensamento!
Ou um pensamento ocioso, vadio, vulgar, vicioso, etc.
Enquanto a mente esteja invadida por tais pensamentos, sua energia será sempre baixa demais para operar numa faixa 5D de despertar, ficando sempre correndo na margem sem jamais conquistar as travessias… sempre algemada ao império do Ego.

Vigiar a mente é se fazer desperto!

E essa sentença é uma chave prática absurdamente eficiente! Vigiar a qualidade de pensamentos, vigiar o grau de atenção durante as práticas, durante as atividades, durante os estudos, durante tudo o que se faça, porque é a qualidade de pensamentos que afundam ou elevam o status da energia mental.

A própria concentração na atenção pode ser considerada o carro-chefe do despertar.
Vigiar a própria mente, em todos os aspectos, é a melhor maneira de mantê-la conectada com o plano de sua origem, a quinta dimensão.
A mente não está a vontade dentro dos limites da percepção tridimensional. É como um pássaro sem asas, preso à horizontalidade.

O pensamento é uma entidade que, mesmo presente em nossa biologia funcional, não é uma entidade física, e sim, penta-dimensional. Pensar é viver na existência da quinta dimensão. Quando voce respira, come ou dorme, são ações físicas localizadas na terceira dimensão, mas quando você pensa, essa parte sua, pensando, se localiza na quinta dimensão.

Essa informação é maravilhosa para nos estimular na busca de uma mente realmente desperta.

Contudo, pensamos de forma tão mecânica e horizontal, e tão submissa às ilusões da percepção limitada ou contaminada, fruto de pensamentos controlados por impulsos inconscientes, que mal nos damos conta da gravidade da situação.

Uma coisa é mais do que certa:
Se não vigiarmos a nós mesmos, outros nos vigiarão, dentro e fora de nós. E se outros nos vigiarem, continuaremos dormindo. E se continuarmos dormindo, continuaremos sendo manipulados pelos que não dormem. Porque o Bem e o Mal tem algo em comum: ambos nunca dormem!

Para poder despertar é preciso compreender a raiz do adormecimento ao invés de ficar com a mesma ladainha de sempre: a culpa é dos Aliens, é do Sistema, da Matrix etc…

Até porque só cai nas armadilhas do Sistema quem não se esforça para despertar, se libertando das próprias ilusões que está alimentando no pensamento e no desejo.

“Vigiai e orai, para não entrares em tentação!”

Disse Jesus aos apóstolos adormecidos no Horto das Oliveiras em sua prova extrema.

Porque tentações vem de dentro, embora sejam despertadas por elementos externos que servem como iscas aos sentidos físicos, nos prendendo nas conhecidas fraquezas da carne, a gula, a luxúria, a irritação, a preguiça, etc.

Resumindo este capítulo:

O Despertar integral da mente nos confere percepção plena dos cinco círculos dimensionais ao mesmo tempo. Toda vigília tem a promessa de uma libertação externa a partir de uma libertação de nós mesmos. E o mais adormecido de todos é aquele que segue botando e apontando a culpa em tudo, menos nele mesmo.

JP em 06.07.2019

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