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AS SETE DIMENSÕES E O TEMPO

“O primeiro gole do copo das ciências naturais torna ateu; mas no fundo do copo, Deus aguarda” (Werner Heisenberg – Nobel de Física de 1932 – Criador da Teoria da Mecânica Quântica).

De forma resumida, a Terceira dimensão é o espaço, e a quarta dimensão, o tempo. A Quinta dimensão seria a MENTE, e a Sexta Dimensão, a Causa-Efeito, ou o plano onde as leis que regem todas as coisas se manifestam, estabelecida pelo Princípio Universal da Vibração (Cordas). 


A Sétima, segundo a Teosofia, seria a Dimensão Zero ou origem das dimensões, dimensão do Espírito, da Mônada, da Origem de tudo o que existe, matéria-energia e leis que regulam este binômio.
Claro, existiriam níveis e sub-níveis em cada dimensão, o que poderia satisfazer algumas equações e teorias propostas que contemplam um universo de n dimensões para além das sete clássicas, por exemplo, as 11 dimensões da Teoria das Cordas.
Se a quarta dimensão é o tempo, e se as equações de Einstein preveem um tempo igual a ZERO além da velocidade da luz, além dos limites tangíveis e mensuráveis do espaço tridimensional, isso quer dizer que o tempo linear (como um rio a fluir) é um conceito que subsiste, mesmo relativamente, até a quarta dimensão.

Além dela, o que existe é a atemporalidade. No mundo da mente, ou Quinta dimensão, não existiriam CICLOS (tempos, períodos) e sim, percepções instantâneas, até embasadas pelos preceitos do Entrelaçamento quântico, que preveem interações instantâneas entre partículas (e mentes!) independente da distância em que estejam. O que significa que o conceito ESPAÇO (distância) não vigora mais naquela (quinta) dimensão. E nem o conceito TEMPO, já que partículas efetuam trocas INSTANTÂNEAS independentemente da distância entre elas.
Pelo menos um tempo muito diferente do que sentimos no mundo físico. Sim, dimensões e tempos se intercalam, como no modelo das rodas, mas o que quero dizer é que a experiência de TEMPO nas dimensões superiores não se compara com a experiência física que nos toca neste mundo denso.

Ou seja, nesse relacionamento entre objetos no plano quântico, nem espaço e nem tempo parecem interferir nas trocas existentes, o que parece provar que estas duas dimensões não afetam a Quinta Dimensão, embora o inverso não seja verdadeiro.
O Entrelaçamento quântico seria o conceito físico mais acessível para nós no sentido de ilustrar uma idéia que tenta provar que o espaço e o tempo são entidades físicas que vão até a quarta dimensão do cosmos, essa que permite a propagação de ondas e campos sem a intervenção de um suposto ÉTER…sendo ela mesma o éter.

Conceitos como passado e futuro são subjetivos diante do Eterno Presente que se abriria, então, nas janelas de tempo diante da Eternidade para a qual se debruça então a quarta dimensão. Passado e futuro podem ser comparados a uma estrada que se caminha. As milhas e milhas deixadas para trás podem ser vistas, embora seus pés não possam tocá-las mais no ponto onde está.

E as milhas a frente que voce ainda não alcançou também não podem ser tocadas pelos teus pés do ponto em que você está. Ambas são imagens virtuais para os teus pés, embora existam diante dos teus olhos. Tal como o passado existe na nossa memória, e o futuro, na nossa imaginação, não além daí.


Então, na verdade, o tempo não flui linearmente como um rio, e sim, circularmente, como uma Roda, de acordo com os precisos e antigos conceitos budistas e tibetanos.

E tal Roda pararia de girar além da Quarta Dimensão, no mundo da Mente e que eles chamaram NIRVANA.
Aliás, é interessante retomar a analogia com o rio: se o tempo é como um rio (admitindo velocidades/ciclos diferentes), este rio nasce e corre mais depressa nas cabeceiras da Montanha, e conforme vai descendo na planície, vai desacelerando, até que, chegando na foz, antes de morrer no mar, pára de fluir… esse seria o preciso conceito e mesmo comportamento do TEMPO diante do Mar, que é a Atemporalidade ou Eternidade, ou a Quinta Dimensão (universo quântico), onde, a partir dela, não existe mais o CICLO de tempo (4D).


E nem o espaço que o comporta (3D).

É como se, simplesmente, apenas se executassem processos de geração e síntese não mais subordinados ao espaço e ao tempo, como todos aqueles que conhecemos no universo das transformações, onde a lei máxima é justamente aquela:

NO UNIVERSO, NADA SE CRIA OU SE PERDE, TUDO APENAS SE TRANSFORMA.

Este, ao meu ver, é um enunciado que perde completamente seu efeito nas dimensões superiores a partir de uma Quinta Dimensão.

O mundo quântico não seria um plano de transformação, submetido a ciclos de tempo, e sim, um plano de síntese, onde passaria a ter efeito e a fazer todo sentido o PENSAMENTO como energia criadora e condensadora do próprio plano material.

E do mundo mental para “cima”, tudo tende a atemporalidade, que seria a dimensão zero, onde o espírito abarca o Todo. E para abarcar tudo, ele precisa se mover no modo instantâneo.

JP em 04.02.2019

 

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