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A Verdadeira Magia é operada pela Mente

Isso porque a chave de toda alquimia, tantrismo, transmutação e recriação está na mente.
A mente controla a matéria, e não o contrário.
Todos os fenômenos envolvendo matéria e energia em constante transformação no universo são operados por comandos mentais de um universo coeso e inteligente.

O problema do homem é quando a matéria (corpo, instintos) passa a exercer controle sobre sua psicologia (mente) e essa inversão de valores lhe será sempre fatal, em todos os sentidos.

O princípio básico do Hermetismo consiste de que o TODO é Mente. E toda matéria e toda energia possuem mente ativa e consciente. Essa é a principal regra a nos guiar nos procedimentos da magia mental.

A chave de toda transmutação e alquimia está na mente, nunca esteve em sexo oculto ou tantrismo sexual.

O chamado Sexo dos Anjos é um tipo de alquimia mental que se faz veículo de fusão de duas almas numa experiência altamente transcendental.
O sacrifício do discípulo consiste em sublimar todos os seus instintos animais para lhes extrair a essência vital, e essa energia então será transferida para o sistema nervoso numa conversão que apoiará os saltos de consciência da mente em função de novas percepções acionadas.

O Sexo não é a polarização energética mais poderosa da vida, a função sexual é tão somente uma projeção da polarização mental que assumiu sua finalidade reprodutora na realidade do corpo físico, mas não é o sexo o argumento central da transmutação.

Até porque todas as escolas legítimas de Iniciação nos mistérios existentes na antiguidade só admitiam discípulos solteiros, e não haviam casamentos místicos ali dentro, ao menos na concepção física desse matrimônio.
As palavras de Cristo nos evangelhos dizem a mesma coisa.

Não somente a função sexual, mas todas as funções orgânicas do corpo, fundamentadas nos instintos naturais do homem (que é um animal) são derivadas diretas das leis da Mente atuando no sistema nervoso.

A chave da transmutação hermética está, portanto, na polarização mental (a causa primária), e não na polarização sexual (um dos seus efeitos) aplicada sobre o sistema nervoso. Muitos dos nossos órgãos internos sofre essa polarização por parte do sistema nervoso, a saber, dois olhos, dois ouvidos, duas narinas, pulmões, rins, membros, sexualidade, etc… tudo a partir da polarização do próprio cérebro em dois hemisférios.

Portanto, a verdadeira chave ocultista da transmutação com base na polarização de energias nunca esteve dependendo de um parceiro do sexo oposto, pelo contrário, começa a partir do controle interno das forças, e a chave-mestra de tudo isso é, exatamente, o controle da respiração, um dos pilares do Yoga.

O alento primordial da vida nunca residiu em instinto nenhum, é uma fonte primária de energia que obtemos do mundo (o Prana, o Ar), e tudo começou quando o Espírito transferiu sua energia de vida através do primeiro alento (ar), ou seja, o Espírito que habita em nós usa o ar inalado como veículo da energia primária da vida, uma fonte que não tem relação nenhuma com sexualidade instintiva.

A vida pode ser reproduzida pelo sexo, mas não começa no sexo.
O ponto zero da vida está no alento, no sopro criador, carregado da Palavra consciente do Espírito.

O sexo veio depois, para replicar a matriz física criada pelo alento, e o Gênesis 2 detalha tudo isso, quando aquele corpo orgânico de Adão recebeu alma vivente do Espírito de Deus através do sôpro.

Antes de nascer, a vida fetal é derivada da vida da mãe, e dela é dependente.
Mas ao respirar, o espírito penetra no veículo e a matriz física assume auto-consciência.
Existem formas de vida assexuada, mas nossa evolução tornou a reprodução humana do tipo sexuada.
Existem células que simplesmente se duplicam sem que haja sexualidade envolvida.
Existem plantas que se propagam por brotação sem nenhum tipo de sexualidade cruzada envolvida.
São princípios relacionados à androginia original, donde a função sexual foi estabelecida mais tarde.

Mas é importante notar a diferença entre criar vida e reproduzir a vida criada.
O que cria a vida é a mente consciente, a mente do espírito no sopro vital.
E depois, por uma questão de arranjo evolucionário, o que reproduz essa vida, entre outras formas existentes, é o sexo.

A Tábua de Hermes, o deus de Mercúrio e Mensageiro da ciência dos deuses, não fala de uma alquimia sexual, e sim, mental, e o valor do sexo está em sua simbologia intrinsecamente relacionada a lei das polaridades (gêneros masculino e feminino), e somente estes dois gêneros são reconhecidos pelo Universo (apesar da cultura moderna reconhecer inúmeros gêneros paralelos). O que importa saber é que somente a reunião dos gêneros masculino e feminino é capaz de criar. Todo o resto é descartado pela evolução natural.

O deus Hermes-Mercúrio nunca foi um deus sexual. Antes disso, geralmente é representado na forma assexuada ou andrógina, o que já exclui a ideia de um tantrismo sexual em seus princípios.

Muitos gurus antigos e modernos pregaram que o kundalini só pode despertar dentro do tantrismo sexual, o que está incorreto de acordo com o Hermetismo genuíno, que afirma que o que realmente desperta o kundalini é a chave mental das polaridades atuando no sistema nervoso (do qual o Kundalini, no osso coccígeo, é a raiz).

Pelo contrário, o sexo era reconhecido pelo tantrismo da via direita, bem como no budismo tibetano clássico, como o processo que transforma o kundalini na cauda de animal que se projeta para baixo, o que significa o caminho inverso da refinação, ou seja, a confirmação do status de animal instintivo na mente do homem.

Na própria codificação hermética existente no Zodíaco, os dois signos que são regência de Mercúrio, e são Gêmeos e Virgem, já confirmam essa imagem assexuada do deus Hermes, porque Gêmeos é representado ou por duas crianças (do mesmo sexo, porque são gêmeos idênticos) ou dois jovens, enquanto a condição de Virgem fala por si.

Por outro lado, os valores do raio de Mercúrio incluem fortemente a conexão entre respiração e mente através de um agente intermediário, que é o sistema nervoso, central e periférico. Na casa de Gêmeos, Mercúrio rege a palavra falada e tudo o que se relacione a inteligência e comunicação, regendo também a respiração e o sistema respiratório, bem como o sistema nervoso. Na casa de Virgem, Mercúrio rege a palavra escrita, e tem a senha da castidade, assexualidade ou virgindade de uma forma muito explícita, como ferramenta de transmutação.

A Virgem Maria não foi associada a este signo com outra finalidade, a não ser de demonstrar que o nascimento interno (Cristo íntimo) pode e deve ser realizado em um trabalho fora do sexo (foi concebida pelo alento e pela palavra do Espírito Santo sem qualquer espécie de contato sexual). A alma virginal significa o meio preparado, a matéria-prima refinada e purificada, para que a pedra oculta projete a pedra filosofal.

A pedra oculta é a base, enquanto a pedra filosofal é a obra finalizada.

Em outras palavras, o binômio astrológico de Mercúrio, Gêmeos-Virgem, contém em síntese a teoria e prática da ciência de Hermes, a ciência dos deuses e de como converter humanos animais mortais em deuses imortais.

Esta mesma ciência que os sábios da Grécia praticaram a sua maneira, e que os monges do Tibet praticaram a sua maneira, e que iogues hindus praticaram a sua maneira, e que os sacerdotes xamãs praticaram a sua maneira, e que os santos e discípulos de Cristo praticaram a sua maneira, e todas estas maneiras foram praticadas fora da atividade sexual, em estado de profunda castidade.

Ou seja, diferentes estilos de prática em diversas escolas mas pregando a mesma ciência em busca de um mesmo alvo: a Iluminação. Buda foi Monge. Jesus foi Monge. E se algumas escolas ilustram o matrimônio dos deuses como chave de transmutação, seu contexto é simbólico, não literal, e evoca mais um matrimônio espiritual de duas almas do que uma cópula sexual entre humanos ainda em condição de animais (racionais).

Mas aí vieram gurus adeptos da mão esquerda e acrescentaram técnicas sexuais aos ensinamentos, e esses gurus da mão esquerda aparecem até os dias de hoje.

Muitos deles são louvados pela humanidade como gloriosos mestres da luz.
Porém, a palavra de Cristo derruba a falsa ideologia ao se expressar claramente em seus termos:
“Os humanos que foram eleitos para a ressurreição não se casam. Anjos na Terra não se casam. Casamento é a opção de quem quer viver ainda na esfera animal que é feita de nascer e morrer. Mas quem almeja a ressurreição não se casa. Este renuncia ao sexo como um eunuco voluntário”.

São termos literais de Jesus Cristo nos evangelhos, para quem queira saber.
Mas ele acrescenta: isso não é para todos, mas para poucos.
Muitos simplesmente não aguentam ficar sem sexo.

Se assim for, que se casem e constituam família segundo a Lei de Deus e a instituição sagrada do matrimônio (que hoje em dia, de sagrada não tem nada, cada vez mais vilipendiada por uma humanidade que fez do pecado a sua nova lei).

Voltando a Chave de Hermes legítima, ela é que propicia a expansão das faculdades e percepções mentais, nutrindo a consciência pela maior recepção de informação objetiva e direta do Universo real: porque se o corpo é o vaso da energia vital, a mente é o veículo da consciência encarnada, e o trajeto da ciência hermética é simples: refine a sua energia vital de fundo instintivo que ela ampliará os potenciais do cérebro e, com eles, as faculdades da mente, mente na qualidade de veículo, através das quais a consciência poderia ser elevada numa construção gradual em função de todas as informações captadas do universo real na fonte.

Não é esse o alvo de qualquer disciplina científica? Captar os elementos na fonte para construir modelos, padrões e leis naturais? A ciência moderna, portanto, não começou com Galileu ou Roger Bacon, e sim, com Hermes.

A chave, portanto, da polarização das energias nervosas que, incrementando o ´cérebro, despertam e elevam os seus potenciais, não está e nunca esteve num ocultismo sexual profano, e sim, no controle da respiração, um dos pilares da Yoga, em outro arco de conhecimentos semelhantes ao Hermetismo clássico.

E por que a mente desperta se torna o canal da verdadeira magia?
Porque, uma vez ativada, a mente do discípulo em seu trabalho individual interiorizado se torna apta a combinar-se com outras mentes afinadas, e nesse ponto, dois trabalhos se abrem diante dele:

  1. O trabalho com outra mente igual a sua, mas de polaridade oposta, recriando no externo o mesmo mecanismo do Caduceu de Mercúrio no aspecto interno do nosso sistema nervoso e órgãos polarizados, a partir do próprio cérebro dual (dois hemisférios).
  2. O trabalho com muitas mentes afinadas numa mesma direção e nível de consciência, trabalho de egrégora.

Ao primeiro trabalho podemos associá-lo com a sexualidade dos Anjos, que nada tem de conjunção carnal, mas tudo tem de alquimia mental, justificando o poder das almas gêmeas que, unidas, compõem o ser andrógino original de suas naturezas reduzidas pela metade.

A Criação desse Andrógino via alquimia mental de duas almas gêmeas complementares, saídas cada uma delas do seu trabalho individual antes do grande (re)encontro, no caminho que se abre diante delas na busca do Ovo primordial donde sua existência partilhada em espírito começou na aurora da Criação dos Espíritos unidade.

Porém, sua existência dividida em metades (masculino e feminino, e nenhum outro terceiro gênero) foi um desdobramento necessário para que existissem a partir do Universo binário articulado.

Enquanto espíritos, essas almas gêmeas nunca se separam, porque a sua existência no Universo polarizado de sete dimensões exige que sejam dois (código 7.2). Isso porque o SETE define o Universo em termos de estrutura fixa e estática, e o DOIS define o Universo em termos de movimento e estrutura dinâmica (a polarização de tudo, matéria e energia, cargas, etc).

E se fomos criados a imagem e semelhança do Criador como fragmentos de sua Criação, o nosso corpo, mente, alma na Unidade de ser com o Universo responderão ás mesmas leis.

A grande limitação da ciência moderna reside em estudar o objeto separado do observador, negando, por exemplo, a espiritualidade como coisa real, sendo que a espiritualidade é outra forma de dizer: estado de consciência do universo externo compartilhado, ou ainda, consciência de átomos e estrelas partilhada, considerando que todas as coisas que a ciência estuda em blocos separados, a Inteligência Infinita criou em uma grade interconectada.

Quanto ao segundo trabalho mental disponível ao discípulo que desperta o seu veículo-mente, ele se chama egrégora, liga mental pluralizada, o mesmo trabalho que identifica o coro dos Anjos em função criadora no Cosmos.
Para a mente, portanto, cabem dois trabalhos, o particular e o coletivo.

E se criar é um ato de magia, não será esta uma magia baseada em superstições ou fantasias, e sim, uma magia baseada nos poderes totais explorados da mente, com os quais conseguimos realizar todas as alquimias de mutação da forma.


A Chave de Hermes, codificada no seu Caduceu, propiciando a expansão das faculdades e percepções mentais, faz com que a consciência seja nutrida na aquisição de uma informação objetiva e direta do Universo real. É como se a chave de Hermes fosse capaz de condensar na mente humana a luz astral cósmica que reflete a consciência do próprio Universo nas dimensões superiores! Sabe aquela história de se alimentar de luz? Mas aqui não falo da luz física solar, e sim, de uma luz astral saturada de informação e conhecimento, luz que circula nas dimensões superiores, e que, nutrindo a mente do discípulo durante suas práticas, é capaz de gerar consciência viva nele, rumo à Iluminação, que transcende o intelectualismo e a busca subjetiva de informação, que é terceirizada e altamente especulativa nos tempos modernos.

Então, a Iluminação seria esse fenômeno, ou seja, você transformar a sua mente de tal forma que ela seja capaz de atrair e absorver a luz astral que preenche todo o Universo e contém informação de tudo. Ora, a luz é uma onda, e toda onda eletromagnética contém informação, daí o paralelo ser absolutamente factível para a nossa mente e sentidos superiores, que foram habilitados para atrair e interpretar essa forma de onda eletromagnética de dimensões superiores, que os antigos chamavam de Luz Astral.
Disse o Diabo a Jesus:
Se tens fome, transforma estas pedras em pão!
Ao que respondeu Jesus:
Nem só de pão viverá o homem, mas de toda Palavra que sai da boca de Deus…
(***)
O segredo desta sentença?
O Pão do Sábio vem da meditação, e ele cai literalmente das estrelas, cuja luz é saturada de conhecimento divino e vibrações da Palavra Primordial que a tudo criou, cria e continua criando.

JP em 02.03.2020

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