A Sexualidade Mental

Por que o Caduceu de Mercúrio simboliza ao mesmo tempo o poder da mente e o DNA?

A declaração é a de que a humanidade antiga antes da queda manipulava mentalmente o seu próprio DNA num processo de evolução adaptativa consciente e dirigido, não mais submetido aos processos involuntários de seleção natural, conforme Darwin.

E se o DNA fosse um Livro (e realmente é o chamado Livro da Vida), então aquela humanidade não só sabia ler o próprio livro como também corrigir e aperfeiçoar suas letras e textos!

Esse processo não era sexual, mas puramente mental. É preciso regredir no tempo e consultar as Escrituras para compreender bem.

Então, vem aquela passagem bíblica que se tornaria o pilar central da Instituição do casamento:

“Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma só carne.
E ambos estavam nus, o homem e a sua mulher; e não se envergonhavam.”
Gênesis 2:24,25

O próprio Jesus Cristo fez uma referência direta a essa passagem, quando questionado maliciosamente pelos fariseus a respeito do casamento (Mateus 19: 1-12)

Ambos, Adão e Eva, serão uma só carne.

Mas não havia aqui o conceito sexual dessa função, porque o conceito sexual, implícito à reprodução, só aparece após a queda do casal, ao ingerir o fruto proibido. Então, qual era a função que Adão e Eva empregavam para se tornar uma só carne, recorrendo aos poderes originais da androginia espiritual, então, plasmada em carne e sangue?

Sexo é apenas reprodução. Sua troca energética não opera magia alguma, apenas confirma a subjacente identidade animal da alma humana encarnada na troca de calor e secreções.

A verdadeira magia andrógina está na mente.
O que vem da carne é carne, o que vem do espírito é espírito.
A nova vida nunca veio do sexo, o sexo apenas fornece o envelope genético para ela.
A nova vida sempre vem do espírito.

Nesse aspecto, parece que a finalidade do sexo na natureza é combinar gametas diferentes no novo individuo.
Combinar material genético não significa gerar vida, apenas modificá-la, manipulá-la, da mesma forma que a moderna engenharia genética faz, incluindo concepções in vitro.
E nem por isso, por simular a reprodução sexual, laboratório algum desse mundo já criou vida artificial.
Manipulam células e espécimes porque a vida já está nelas.

O sexo manipula a vida, mas não a cria em si mesma. Um artifício evolucionário da natureza, sempre procurando adaptar as novas formas de vida às constantes mudanças do meio-ambiente.

Existem muitas formas de reprodução assexuada na natureza, por divisão celular ou brotação, como já foi na identidade humana do passado, onde não havia esse mecanismo de evolução da matriz física no processo por meio de combinação genética via sexualidade: pelo menos, não no formato da sexualidade carnal.

Digamos que a mente fazia todas as funções do sexo físico no interesse de alquimizar a matéria.

A combinação genética e progressiva evolução ocorre sem a participação das pessoas, é algo automático e implícito do processo biológico da reprodução. Mas naquele tempo, os seres humanos superiores (a raça adâmica antes da queda) combinavam entre si seus poderes mentais de forma consciente e planejada na direção de todas as mutações físicas e orgânicas desejadas e necessárias por efeito de alquimia mental ou combinações específicas do pensamento aplicadas diretamente sobre o DNA e todo o resto do corpo físico. Uma forma de sexualidade mental da qual atualmente restou apenas a contraparte física, aplicada nos processos evolucionários associados com a reprodução e combinação genética.

Há que se saber que o DNA está numa dimensão orgânica intermediária entre o corpo físico e a energia mental, e por isso, ele se torna perfeitamente manipulável pela energia mental num processo de evolução dirigida por meio de mutações e transmutações pela própria mente incorporada, de maneira inteligente e consciente. Algo que nem em sonho a nossa moderna sociedade de consumo, tão dependente da medicina agressiva e seus fármacos para tudo, ousaria sequer imaginar! Que é possível reeditar todo o tempo o DNA através do controle da energia mental consciente no processo de adaptação da roupa física da alma num meio ambiente qualquer!

A magia do impossível já foi nossa um dia. E essa magia era chamada evolução consciente através da mente!

Porém, ao nos tornarmos geração animal, perdemos essa capacidade, e nossa evolução e mutações necessárias passaram a ser programadas pela natureza sem a nossa direção consciente, tal como acontece com as formas de vida animal e vegetal.

A relação existente é a de que cada gene, cada parte do nosso DNA, é um potencial psíquico codificado bioquimicamente. E se hoje, as relações sexuais escrevem uma evolução genética inconsciente de nossa parte, no tempo em que a alquimia das combinações de mutação eram acessíveis ao controle consciente da nossa mente, esses potenciais genéticos hoje codificados no DNA eram lidados na forma de energia mental e pensamento combinado entre as potencialidades de dois indivíduos.

É por essas razões que o conteúdo psíquico envolvido nas relações sexuais entre os seres influencia diretamente na qualidade do material genético das futuras gerações. Há uma conexão direta entre faculdades psíquicas e DNA, entre pensamento e código genético, sendo essa a forma como os deuses se auto-transformam fisicamente ao longo de uma evolução inteligente e assistida: eles próprios fazem os ajustes de suas roupas carnais, e não a natureza!

E o espírito ligado ao embrião da futura criança que se desenvolve no ventre materno é que realiza as combinações genéticas do material cedido pelos seus pais, conforme a assinatura kármica dessa alma que vai nascer.

Nós não gerimos a nossa própria evolução nessa questão, somos peças manipuladas pela natureza. Cruzamos material genético com outras pessoas do sexo oposto para gerar filhos de identidades genéticas inéditas, mas sem qualquer participação consciente no processo, acontecendo quase como um acidente ou um lance casual das milhões de possibilidades combinatórias.

Mas com os antigos humanos era diferente: a alquimia entre suas mentes promovia tudo, principalmente uma evolução consciente da forma física, descartando a necessidade de mecanismos biológicos involuntários. Ou seja, tanto os pais daquela geração divina como os seus filhos usavam os poderes combinados de sua mente para aplicar mudanças de adaptação biológica em seus corpos, atuando diretamente no DNA para promover tais transmutações adaptativas.

Sempre soubemos que saúde e doenças são estados que começam na mente, não no corpo.

Mas essa revelação indica nossas origens como seres de alma no comando de suas energias, e não como seres de instintos por eles comandados.

Na sexualidade carnal, as células sexuais dos pais, bem como todo o material genético contido dentro delas, se fundem naturalmente, seguindo os comandos instintivos e involuntários da nossa biologia autônoma, mas na sexualidade da mente, quando duas almas se tornam UMA, a mente andrógina que manifestam estabelece contato direto com a fonte do poder, o Espírito UNO que elas repartem por igual, algo que a sexologia mística jamais faria, porque seu poder se limita à carne, e o que satisfaz a carne, enfraquece o espírito, na razão inversa.

O que levou Jesus a dizer, sobre o segundo nascimento:

“O que nasce da carne é carne (passageiro) mas o que nasce do espírito, é espírito (permanente).
Associar sexualidade física ao nascimento da alma é um absurdo total e completo.

Falar que a ferramenta de ascensão do homem é a mesma que o fez cair do estado divino é um disparate.
Doutrinas seguramente inventadas por anjos caídos.

A função sexual-carnal atual é um vestígio daquela função sexual-mental da antiga humanidade através da alquimia do pensamento. Almas gêmeas criavam e transmutavam tudo combinando suas almas em fusões do pensamento em incríveis feitos de magia relatados nas escrituras antigas dos povos, coisas inacreditáveis para o carnalismo vigente da geração animal caída. A mente andrógina era o veículo de magia das almas ligadas por um mesmo espírito e sua radiação violeta de supremos poderes.

Nos poderes mentais é que reside a legítima Alquimia do Andrógino primordial, e todo o Hermetismo se baseia nisso.
O Caduceu de Mercúrio é uma poderosa representação do Sistema Nervoso total do ser humano, coluna vertebral, a base (cóccix) ligada ao topo (cérebro) envolvida por muitos feixes nervosos… isso porque o sistema nervoso é a ponte entre o corpo e a alma.

Se você quer transformar a alma, tem que elaborar energias no corpo capazes de serem inseridas no sistema nervoso, energia da mente e do pensamento, porque a energia da mente está entre a vitalidade física e a consciência da alma, e entre o psiquismo e o DNA. Os alquimistas procuravam por esse veículo mental andrógino, então, para ter acesso ao plano da alma e aos domínios do espírito, fonte da imortalidade.

A mente no controle era a ponte.

Ou você acha que a semelhança entre o Caduceu de Mercúrio, que representa a alquimia mental, e as hélices do DNA e a estrutura do sistema nervoso total é acidental?
Ligue os pontos!

O argumento mais forte da Ciência por trás do Caduceu é este:

O controle da mente sobre a matéria é a chave central da evolução consciente da alma encarnada na forma física, e o mecanismo de operação destas transformações segue o padrão binário de energia mental, que promove o fluxo do poder, e por efeito, as transmutações da forma (matéria) mutável.

Como podemos ver, o homem moderno ainda é um elemento totalmente manipulado pela natureza, não podendo de forma alguma assumir evolução real a partir do momento em que ele não participa de quase nenhum ajuste de sua própria situação em relação ao mundo externo dentro de uma postura consciente. Na grande maioria das vezes, ele atua dentro da casualidade, quando então a Natureza (Destino) assume tudo.

JP em 22.02.2020

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