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A Indústria da Mediocridade

 

 

 

 

Nelson Rodrigues disse:

“Os idiotas vão tomar conta do mundo; não pela capacidade, mas pela quantidade”.

O que faz uma triste e amarga verdade em nosso tempo.
Mas quem são os financiadores e patrocinadores da Indústria da Mediocridade em nosso tempo?

Com certeza, inteligências nada medíocres, e muito pelo contrário, astutas o bastante para explorar essa lucrativa fatia de mercado, feita por medíocres para medíocres, os quais, no final, todos eles, não passam de agentes manipulados pelos industriários da mediocridade, infelizmente já infiltrados em toda parte, na arte, na cultura, esporte, moda, estilo, e até na religião, quando o objeto do consumo não mais prioriza qualidade ou profundidade, mas exatamente o oposto disso, para que alcance as pessoas em termos de quantidade, o que significa realmente maior lucro para aquela Indústria e seus representantes por trás de tantas marcas de consumo e produtos oferecidos ao grande público, o que acaba se tornando uma roda vida, já que essa cultura medíocre, alcançando as novas gerações, passa a modelar suas mentes desde o berço em seus valores medíocres, decadentes, degenerados.

Ou seja, quanto mais fatura, mais a indústria da mediocridade cresce, e mais seus tentáculos se expandem para produzir seus objetos de consumo para o maior número de pessoas, cultura idiotizando propositalmente a humanidade para aumentar cada vez mais a fileira da mediocridade no mundo, através da qual aquela Indústria fatura.

Faturar é o objetivo. Não mais educar. Pelo contrário.
E para faturar, o circo tem que continuar…

Ou seja, a Indústria da Mediocridade cria o circo para idiotizar o povo, e o povo idiotizado consumista mantém e aumenta o circo para o qual é direcionado desde o berço até a sepultura… como uma roda sem saída. Medíocres financiam o circo, e o circo gera mais medíocres.

E de todos os males, o pior está naquelas inteligências que movem essa roda intencionalmente, propositalmente, para enriquecer sem parar, cumprindo assim a sua meta de suas existências execráveis sobre a Terra, cujo deus é o Dinheiro e cuja religião é o Materialismo.

“Parem o mundo que eu quero descer”…
(Silvio Brito)

 

JP em 02.12.2019

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