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A Identidade Andrógina da antiga humanidade

Não só as Escrirutas bíblicas, segundo o argumento da Cabala e outras interpretações herméticas, mas diversas outras escrituras sagradas do mundo antigo atestam que a primeira humanidade foi andrógina. Essa seria a coluna mestra de todas as chaves da Alquimia, que tem por objetivo encontrar e combinar as duas correntes vitais de um modo perfeito, um tal elemento mental polarizado por igual que, quando encarnado e controlado pela mente, se torna capaz de realizar qualquer tipo de milagre e magia (a simbólica pedra filosofal).

Porque a busca mais importante dessa ciência secreta não seria nem pela constituição andrógina do corpo físico (ou assexuada, reprodução assexuada) mas sim a espécie de energia mental que a humanidade já possuiu algum dia, antes de cair na mentalidade animal-instintiva totalmente destituída de poderes mágicos reais.
Os céticos e os homens de ciência questionam se a magia existiu algum dia, e eu digo, ela não só existiu como ainda existe em poucos seres privilegiados.

Quando a mente controla a matéria, toda forma de magia é possível.
E uma mente andrógina é totalmente mágica, capaz de qualquer coisa no Universo-Mente.

Segundo o Gênesis 2, Deus criou o homem e, em seguida, desdobrou dele o princípio feminino, que lhe era idônea porque de sua substância foi tirada. Adão e Eva, filhos do barro, quer dizer, corpos elaborados desde a primeira estância natural por mecanismos evolucionários: a estância mineral, passando depois para a estância vegetal, e por fim, a estância animal. Até aqui, o pensamento de Darwin não estava errado. Mas somente até aqui.

Os simbólicos sete dias da Criação divina subentendem a evolução: e as duas correntes de pensamento não devem se combater, ou seja, criacionismo e evolucionismo: porque a Criação segue uma linha evolucionária de construção.
Essa é a forma do Verbo criar todas as coisas: adaptando a alma de todas as coisas às matérias-primas disponíveis, resultando assim em evolução das formas.

Na verdade, se estima que o “primeiro Adão” foi criado em natureza andrógina, e não masculina, e por isso, Eva lhe fora tirada, porque ele, Adão, já continha a porção feminina em sua alma e biologia. A partir desse dia, o dia da separação, é que o Adão anteriormente andrógino se tornou um Adão masculino em gênero, ao lado de sua companheira, o gênero feminino, à imagem e semelhança do espírito criador.

Então, o escritor do Gênesis avaliou a função deste nobre casal no Paraíso Perdido.
O Criador deu consciência a Adão para que ele conhecesse o nome de todas as criaturas vivas, e esse é um detalhe importante porque, na Magia Teúrgica, ou Teurgia, quando você conhece o nome de um espírito, poderá invocá-lo: isso quer dizer que Adão era o rei da Criação, e realmente conversava e entendia todas as criaturas da Terra (animais) e do céu (Anjos). Esse procedimento de comunicação celestial é encontrado em praticamente todas as religiões antigas.

Adão – ou toda a raça adâmica – estava numa posição privilegiada, e desde que cuidasse do Jardim de Deus (a obra da evolução da vida na Terra, planeta eleito deste nosso ensaio divino) tudo lhe seria dado, inclusive viver para sempre (o que ele conseguia ingerindo os frutos da Árvore da Vida, que simbolizam o poder da Palavra, do Verbo e das vibrações do espírito atuando sem obstáculos em sua roupa de carne criada, e isso significava uma carne e um corpo incorruptíveis, que nunca adoeciam e envelheciam).

Outras árvores (experiências espirituais diversas) estavam à sua disposição no Éden, mas apenas uma árvore lhe foi proibida: a Árvore do conhecimento do bem e do mal.
Esta árvore tem um sentido genérico e outro específico.

O sentido específico é a experiência sexual (porque, vindo diretamente da linha de evolução animal, os corpos de Adão e Eva se tornaram dotados de sexualidade). Porque o Espírito declarou que a função sexual era estritamente reservada ao reino animal, nunca ao humano, que foi criado sob outros modelos, à imagem e semelhança de Deus e conforme a “biologia dos Anjos”, digamos assim.

Mas o sentido genérico significa que DAAT é conhecimento obtido de experiência, de tentativa e erro.
A árvore do conhecimento do bem e do mal significa aprender a custa de erro, dor e sofrimento causado.
E o pior erro foi a queda no sexo, porque milênios se passaram e a humanidade ainda paga os débitos kármicos assumidos por causa de sua luxúria, aprisionada que está ainda pelo poder hipnótico dos sentidos e suas ilusões de prazer passageiro. Tanto que DAAT vem de um verbo que também significa, literalmente, ter relação sexual.

O ser humano se tornou servo de seu corpo e instintos, prisioneiro da própria pele que habita.
Mas no passado, o corpo e a mente eram veículos da alma a serviço de Deus, totalmente livres, puros e felizes para viver eternamente dentro desse destino inigualável.

Por que o Caduceu de Mercúrio simboliza ao mesmo tempo o poder da mente e o DNA?
A Sexualidade Mental

A declaração é a de que a humanidade antiga antes da queda manipulava mentalmente o seu próprio DNA num processo de evolução adaptativa consciente e dirigido, não mais submetido aos processos involuntários de seleção natural, conforme Darwin. E se o DNA fosse um Livro (e realmente é o chamado Livro da Vida), então aquela humanidade não só sabia ler o próprio livro como também corrigir e aperfeiçoar suas letras e textos!
Esse processo não era sexual, mas puramente mental. É preciso regredir no tempo e consultar as Escrituras para compreender bem.

Então, vem aquela passagem bíblica que se tornaria o pilar central da Instituição do casamento:

“Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma só carne.
E ambos estavam nus, o homem e a sua mulher; e não se envergonhavam.”
Gênesis 2:24,25

O próprio Jesus Cristo fez uma referência direta a essa passagem, quando questionado maliciosamente pelos fariseus a respeito do casamento (Mateus 19: 1-12)

Ambos, Adão e Eva, serão uma só carne.

Mas não havia aqui o conceito sexual dessa função, porque o conceito sexual, implícito à reprodução, só aparece após a queda do casal, ao ingerir o fruto proibido. Então, qual era a função que Adão e Eva empregavam para se tornar uma só carne, recorrendo aos poderes originais da androginia espiritual, então, plasmada em carne e sangue?

Sexo é apenas reprodução. Sua troca energética não opera magia alguma, apenas confirma a subjacente identidade animal da alma humana encarnada na troca de calor e secreções.
A verdadeira magia andrógina está na mente.
O que vem da carne é carne, o que vem do espírito é espírito.
A nova vida nunca veio do sexo, o sexo apenas fornece o envelope genético para ela.
A nova vida sempre vem do espírito.

Nesse aspecto, parece que a finalidade do sexo na natureza é combinar gametas diferentes no novo individuo.
Combinar material genético não significa gerar vida, apenas modificá-la, manipulá-la, da mesma forma que a moderna engenharia genética faz, incluindo concepções in vitro.
E nem por isso, por simular a reprodução sexual, laboratório algum desse mundo já criou vida artificial.
Manipulam células e espécimes porque a vida já está nelas.

O sexo manipula a vida, mas não a cria em si mesma. Um artifício evolucionário da natureza, sempre procurando adaptar as novas formas de vida às constantes mudanças do meio-ambiente.
Existem muitas formas de reprodução assexuada na natureza, por divisão celular ou brotação, como já foi na identidade humana do passado, onde não havia esse mecanismo de evolução da matriz física no processo por meio de combinação genética via sexualidade: pelo menos, não no formato da sexualidade carnal.

Digamos que a mente fazia todas as funções do sexo físico no interesse de alquimizar a matéria.

A combinação genética e progressiva evolução ocorre sem a participação das pessoas, é algo automático e implícito do processo biológico da reprodução. Mas naquele tempo, os seres humanos superiores (a raça adâmica antes da queda) combinavam entre si seus poderes mentais de forma consciente e planejada na direção de todas as mutações físicas e orgânicas desejadas e necessárias por efeito de alquimia mental ou combinações específicas do pensamento aplicadas diretamente sobre o DNA e todo o resto do corpo físico. Uma forma de sexualidade mental da qual atualmente restou apenas a contraparte física, aplicada nos processos evolucionários associados com a reprodução e combinação genética.

Há que se saber que o DNA está numa dimensão orgânica intermediára entre o corpo físico e a energia mental, e por isso, ele se torna perfeitamente manipulável pela energia mental num processo de evolução dirigida por meio de mutações e transmutações pela própria mente incorporada, de maneira inteligente e consciente. Algo que nem em sonho a nossa moderna sociedade de consumo, tão dependente da medicina agressiva e seus fármacos para tudo, ousaria sequer imaginar! Que é possível reeditar todo o tempo o DNA através do controle da energia mental consciente no processo de adaptação da roupa física da alma num meio ambiente qualquer!

A magia do impossível já foi nossa um dia. E essa magia era chamada evolução consciente através da mente!

Porém, ao nos tornarmos geração animal, perdemos essa capacidade, e nossa evolução e mutações necessárias passaram a ser programadas pela natureza sem a nossa direção consciente, tal como acontece com as formas de vida animal e vegetal.

A relação existente é a de que cada gen, cada parte do nosso DNA, é um potencial psíquico codificado bioquimicamente. E se hoje, as relações sexuais escrevem uma evolução genética inconsciente de nossa parte, no tempo em que a alquimia das combinações de mutação eram acessíveis ao controle consciente da nossa mente, esses potenciais genéticos hoje codificados no DNA eram lidados na forma de energia mental e pensamento combinado entre as potencialidades de dois indivíduos. É por essas razões que o conteúdo psíquico envolvido nas relações sexuais entre os seres influencia diretamente na qualidade do material genético das futuras gerações. Há uma conexão direta entre faculdades psíquicas e DNA, entre pensamento e código genético, sendo essa a forma como os deuses se auto-transformam fisicamente ao longo de uma evolução inteligente e assistida: eles próprios fazem os ajustes de suas roupas carnais, e não a natureza!

E o espírito ligado ao embrião da futura criança que se desenvolve no ventre materno é que realiza as combinações genéticas do material cedido pelos seus pais, conforme a assinatura kármica dessa alma que vai nascer.

Nós não gerimos a nossa própria evolução nessa questão, somos peças manipuladas pela natureza. Cruzamos material genetico com outras pessoas do sexo oposto para gerar filhos de identidades genéticas inéditas, mas sem qualquer participação consciente no processo, acontecendo quase como um acidente ou um lance causal das milhões de possibilidades combinatórias. Mas com os antigos humanos era diferente: a alquimia entre suas mentes promovia tudo, principalmente uma evolução consciente da forma física, descartando a necessidade de mecanismos biológicos involuntários. Ou seja, tanto os pais daquela geração divina como os seus filhos usavam os poderes combinados de sua mente para aplicar mudanças de adaptação biológica em seus corpos, atuando diretamente no DNA para promover tais transmutações adaptativas.

Sempre soubemos que saúde e doenças são estados que começam na mente, não no corpo.

Mas essa revelação indica nossas origens como seres de alma no comando de suas energias, e não como seres de instintos por eles comandados.

Na sexualidade carnal, as células sexuais dos pais, bem como todo o material genético contido dentro delas, se fundem naturalmente, seguindo os comandos instintivos e involuntários da nossa biologia autônoma, mas na sexualidade da mente, quando duas almas se tornam UMA, a mente andrógina que manifestam estabelece contato direto com a fonte do poder, o Espírito UNO que elas repartem por igual, algo que a sexologia mística jamais faria, porque seu poder se limita à carne, e o que satisfaz a carne, enfraquece o espírito, na razão inversa.

O que levou Jesus a dizer, sobre o segundo nascimento:

“O que nasce da carne é carne (passageiro) mas o que nasce do espírito, é espírito (permanente).
Associar sexualidade física ao nascimento da alma é um absurdo total e completo.
Falar que a ferramenta de ascensão do homem é a mesma que o fez cair do estado divino é um disparate.
Doutrinas seguramente inventadas por anjos caídos.

A função sexual-carnal atual é um vestígio daquela função sexual-mental da antiga humanidade através da alquimia do pensamento. Almas gêmeas criavam e transmutavam tudo combinando suas almas em fusões do pensamento em incríveis feitos de magia relatados nas escrituras antigas dos povos, coisas inacreditáveis para o carnalismo vigente da geração animal caída. A mente andrógina era o veículo de magia das almas ligadas por um mesmo espírito e sua radiação violeta de supremos poderes.

Nos poderes mentais é que reside a legítima Alquimia do Andrógino primordial, e todo o Hermetismo se baseia nisso.
O Caduceu de Mercúrio é uma poderosa representação do Sistema Nervoso total do ser humano, coluna vertebral, a base (cóccix) ligada ao topo (cérebro) envolvida por muitos feixes nervosos… isso porque o sistema nervoso é a ponte entre o corpo e a alma.

Se você quer transformar a alma, tem que elaborar energias no corpo capazes de serem inseridas no sistema nervoso, energia da mente e do pensamento, porque a energia da mente está entre a vitalidade física e a consciência da alma, e entre o psiquismo e o DNA. Os alquimistas procuravam por esse veículo mental andrógino, então, para ter acesso ao plano da alma e aos domínios do espírito, fonte da imortalidade.

A mente no controle era a ponte.
Ou você acha que a semelhança entre o Caduceu de Mercúrio, que representa a alquimia mental, e as hélices do DNA e a estrutura do sistema nervoso total é acidental?
Ligue os pontos!

O argumento mais forte da Ciência por trás do Caduceu é este:
O controle da mente sobre a matéria é a chave central da evolução consciente da alma encarnada na forma física, e o mecanismo de operação destas transformações segue o padrão binário de energia mental, que promove o fluxo do poder, e por efeito, as transmutações da forma (matéria) mutável.

Como podemos ver, o homem moderno ainda é um elemento totalmente manipulado pela natureza, não podendo de forma alguma assumir evolução real a partir do momento em que ele não participa de quase nenhum ajuste de sua propria situação em relação ao mundo externo dentro de uma postura consciente. Na grande maioria das vezes, ele atua dentro da casualidade, quando então a Natureza (Destino) assume tudo.

O Parto dos Anjos

Bem, já sabemos e está demonstrado que a geração da raça humana antes da queda (registrada em todos os livros sagrados da antiguidade) na geração animal e mortal, não era realizada por ato sexual, gravidez e parto, e todos os estágios da geração sexual que herdamos da evolução natural, conforme postagens anteriores.

Assim sendo, como era a gestação e parto dos homens, que eram semelhantes aos Anjos em Terra, aqueles da primeira humanidade criada à imagem e semelhança do Criador?

A pista está nas mesmas passagens mal interpretadas ou superficialmente interpretadas do Gênesis 2 e 3, por falta de maiores conhecimentos, quando então os textos tendem a ser lidos literalmente ou dentro de interpretações subjetivas e imprecisas.

Nem a criação de Adão e nem a criação de Eva seguiram qualquer modelo de geração sexual.

Adão foi formado do barro, e esta imagem complexa pode representar a progressiva evolução da vida na Terra a partir do reino mineral, e toda aquela cadeia evolucionária que, passando pelos reinos vegetal e animal, alcançou a forma humana, inocente (diferente da forma humana dos deuses, consciente).

Se a criação de Adão é mais uma síntese da evolução da vida por parte do espírito criador atuando nas matérias-primas originais do nosso planeta, a criação de Eva a partir de Adão é bem mais específica.

Não houve concepção, gestação ou parto.
Houve apenas uma divisão de matrizes vivas. Algo que se aproxima da mitose celular, ou reprodução por duplicação (sem chegar a ser uma clonagem): isso porque o Espírito que extraiu uma porção de Adão, modelou Eva para ser diferente dele: o nascimento dos gêneros sexuais. Podemos dizer que Eva é um homem modificado (a partir de Adão) pelo espírito cuja mente já tinha programada a criação do gênero sexual feminino.

E se o Espírito criador é uma entidade andrógina, isso quer dizer que os gêneros sexuais foram divididos a partir desse andrógino original para cumprir um papel na natureza, tanto que a raiz da palavra Sexo, no latim, vem de dividir, seccionar (em dois). Os gêneros sexuais são, na carne, a contraparte física dos gêneros já existentes no contexto da energia mental (polarizada). Por isso, a sexualidade física é uma casca de realidade da sexualidade mental anterior a ela. E só existem dois gêneros em todo o Universo, e a lei dos gêneros é uma das reconhecidas leis fundamentais do Hermetismo.

E como estamos na era da promiscuidade sexual legalizada, fico tentando imaginar como seria se alguém nascesse com dois hemisférios cerebrais direitos … ou dois esquerdos… porém nunca nasceu e nunca nascerá, porque esta regra não pode ser desonrada pelo Universo e nem pela Natureza.

Ser consciente é aprender as leis do Universo, e ser sábio é aplicá-las em sua vida.
Mas o “politicamente correto” da ética moderna é totalmente ignorante e rebelde a tudo isso, para o seu próprio e eterno prejuízo. Porque quem sairá perdendo não será o Universo, nunca, mas apenas o transgressor, sempre.

Deus é cheio de Amor e Dádivas no ato de criar, e o homem recebeu livre-arbítrio inclusive para destruir o que Deus criou… claro, dentro de limites rígidos.
Isso porque nenhum livre-arbítrio pode se tornar arbitrário ao ponto de destruir tudo o que quiser a sua volta, interferindo diretamente no livre-arbítrio alheio, quando então a Justiça Divina interfere com rigor.

Onde termina o nosso quintal, começa o quintal do vizinho!

A antropogênese da humanidade antiga concorda que, conforme os textos sagrados, o parto dos Anjos era promovido pelo poder da mente combinado ao da Palavra criadora, e através do pensamento e do Verbo, os anjos plasmavam qualquer coisa na matéria. Porém, a criação do homem exigiu um processo mais longo e delicado a partir da cadeia evolutiva anterior. O nascimento de Jesus Cristo no modo assexuado demonstrou o processo dessa antiga geração perdida dos Anjos, então recuperada para o gênero humano decaído a partir dele.

Não havia naquelas estâncias mencionadas qualquer forma de sexualidade operante, apenas as citadas ferramentas do espírito consciente trabalhando a partir das matérias-primas encontradas neste planeta ainda jovem. A sexualidade foi um ajuste evolucionário aplicado para a casta animal, não para a casta humana. Então entrou em cena um fruto proibido e o grande drama da humanidade começou. Porque essa sexualidade que aí está, especialmente para a mulher, que sofre os desconfortos da gravidez e as terríveis dores de parto, foram impostas mais como uma penalidade do que uma dádiva. As dores do parto são tão terríveis que ouvi dizer que existe um mecanismo sutil na biologia das mães que fazem com que elas esqueçam daquelas dores, caso contrário, nunca mais haveriam de querer engravidar novamente!
Não sei se a regra vale para todas as mães, já verifiquei em muitas delas e parece ser real.

Contudo, a grande e única dádiva que o Espírito de Deus tinha concedido ao homem foi a livre ingestão dos frutos da Árvore da Vida (e não os frutos da Árvore da ciência, experiência sexual).
Mas essa dádiva regressará, e se voce ler com atenção o último capítulo do Apocalipse, o livro que encerra a saga bíblica iniciada no Gênesis, verá que a Árvore da Vida reaparecerá, e seus frutos serão novamente oferecidos aos eleitos que se tornarão outra vez imortais, libertos da escravidão da roda dos renascimentos.

Enquanto isso, naquele capítulo 22 do Apocalipse a Árvore da Ciência sequer é mencionada.
E no Taro, arcano 22 é o regresso dos deuses imortais, como a imagem deste arcano final sugere.

Porque a humanidade regressará ao status de geração divina, e se libertará da maior das prisões e a mais poderosa matrix de aprisionamento da consciência: os instintos animais que ainda controlam o corpo e a mente da maioria absoluta deste planeta desde a queda da humanidade que ficou viciada no fruto proibido.

No Gênesis, Adão é mencionado como criado à imagem e semelhança de Deus ANTES de sua queda na geração animal, porque, após a queda, esse selo de semelhança foi perdido, e a humanidade se nivelou com as bestas da terra, vencida por seus instintos básicos, coisa que ainda não mudou em nosso tempo. Ganhamos tecnologia e uma tremenda refinação cultural. Mas se os instintos básicos ainda nos colocam de quatro sobre a terra, nos dominando a vontade e controlando a mente, bobagem apontar o erro na Matrix do Sistema, porque ainda somos primatas reféns de uma matrix muito mais poderosa e que bloqueia nossa consciência adâmica ancestral a partir do nosso próprio corpo e DNA modificados em relação à sua identidade original.

Só os Anjos permanecem à imagem e semelhança do seu Criador.
Não mais os homens. Mas essa situação pode e será revertida.


Porém, depois da experiência sexual (porque o livre-arbítrio sempre foi concedido aos humanos), o ser humano caiu na geração animal e passou a cumprir o mesmo destino que eles.

Essa é a parte onde Darwin localiza erradamente as origens do homem, nos primatas involuidos da antiguidade, colocando-os como elos da cadeia evolutiva do homem, sendo que é o contrário, aqueles primatas todos são componentes da cadeia involutiva do homem, que foi criado originalmente puro e perfeito (claro, entrando aqui também as teorias d hibridização extraterrestre, muito especialmente venusianos, mas isso é outra parte da História: os Anjos tiveram parte nesse ensaio de deuses na Terra, e podem ser comparados a extraterrestres em algumas passagens bíblicas).

O que Adão e Eva realizavam era magia da mente e da alma, que os tornavam uma só carne.
No sexo, por mais que homem e mulher se unam, Continuam como dois corpos, e nunca um só corpo.
A alquimia de um só corpo é o mistério da androginia, quando vitalidade e mente fusionam dois em um, gerando assim o canal direto com o Espírito na fonte do mistério.

Mas a magia andrógina transcendia carne e alcançava a mente e a alma, e como eles eram almas-gêmeas, essas duas almas entravam num tal estado de vibração compartilhada a partir de seus corações (o amor como fator mágico da fusão) que realmente seus corpos vibravam uma mesma nota, e também as suas mentes, suas almas: esse era o veículo alquimico pelo qual eles entravam em conexão direta com o Espírito Unitário do qual foram desdobrados. Essa era a experiência do amor verdadeiro, do êxtase da chama violeta do Espírito Santo, e que nada tem a ver com essas magias sexuais pervertidas, antigas e modernas, saídas da mente de gurus reptilianos, herdeiros da serpente do Éden, Samael.

Inclusive a figura do Querubim (ou querubins, um par) que Deus colocou no Jardim do Éden para cobrir com um véu (barreira energética) a passagem de acesso aos frutos da Árvore da Vida para a humanidade após a queda, é uma imagem andrógina (os mesmos dois querubins postos sobre a Arca da Aliança), e que significam a Pedra Filosofal da Alquimia e a chama violeta transmutadora do Espírito Uno em almas gêmeas.

Eliphas Levi considerava o resumo da Grande Obra sendo a reconquista da magia do Querubim, porque através dela é que o ser humano encontraria o acesso aberto aos frutos da Árvore da Vida, em tudo o que eles significam.

Há uma passagem controversa na Biblia para muitos, a amizade especial entre Davi e Jonatan:

18 E Sucedeu que, acabando ele de falar com Saul, a alma de Jônatas se ligou com a alma de Davi; e Jônatas o amou como à sua própria alma. 2 E Saul, naquele dia, o tomou e não lhe permitiu que tornasse para casa de seu pai.
3 E Jônatas e Davi fizeram aliança; porque Jônatas o amava como à sua própria alma. “
I Samuel 18: 1-3

Jonatan, filho do primeiro rei de Israel, Saul, foi um guerreiro e grande amigo de Davi, que se tornaria rei após seu pai, inclusive, Jonatan o ajudou muito nesse sentido. E chega a morrer por ele nas batalhas de Israel ao lado de outros soldados, o que levou o rei Davi a cantar o seu amor e amizade acima do amor das mulheres… é preciso compreender o argumento bíblico para não sair com falsas interpretações, na sugestão de um envolvimento homossexual aqui, porque o texto é claro, ele fala de ALMA, duas almas ligadas no amor, e não corpos, e eu destaco isso porque algumas mentes já tomadas pela luxúria tendem a enxergar sexo em tudo.

Inclusive há uma passagem no livro de Samuel a esse respeito que liga indiretamente os amigos Davi e Jonatan ao episódio do Eden, porque seu pai, o rei Saul, em certa ocasião, proibiu os guerreiros de seu exército de comer qualquer coisa num determinado período, e quem desobedecesse aquela ordem seria morto. Porém, seu filho Jonatan é quem desobedece a ordem, e come um punhado de mel, e o livro diz que “seus olhos se abriram” nesse momento.
A mesma cena do Éden, do fruto proibido, da abertura da consciência do bem e do mal…

O que acontece é que Davi e Jonatan fizeram mesmo um pacto de alma em nome do reinado justo de Israel, porque Davi foi escolhido para ser rei, e Jonatan lhe era como irmão, irmão de alma e um valoroso guerreiro. É como se eles realizassem uma magia mental que os tornou uma só alma, porque Jonatan o amou como a si mesmo, uma condição de almas gêmeas aqui implícita que atinge o poder da mente e das egrégoras mentais, campos de força de realização amplificada.

Jesus, por exemplo, tinha um apóstolo que ele mais amava, e este era João, à quem ele entregou um evangelho todo especial, e mais, entregaria o próprio Apocalipse e revelação dos tempos: isso porque o coração do apóstolo João foi o mais ligado ao coração do Senhor, e na força desse amor do apóstolo eleito, a luz do Senhor fluiu mais brilhantemente em seu pensamento. Porque João deitou a sua cabeça sobre o coração do Mestre durante a Última Ceia, e foi o único que o seguiu até a crucificação… todas essas coisas demonstram a predestinação do seu amor.

Infelizmente, a consciência da humanidade está por demais sexualizada e instintiva para compreender toda a sutileza destas ciências mágicas do passado, de modo a torná-la completamente cega diante dos mistérios da mente, mente feita desse metal maleável chamado pensamento, metal apto para toda a realização mágica e mística de poder sobre a matéria, corpo e forma, incluindo a faculdade de mentes se unirem a outras mentes em egrégoras que geram campos de poder, a partir de duas almas…

A dinastia dos deuses

Assim como houve a evolução nos reinos da natureza para se conceber o corpo físico dos humanos puros da primeira raça humana, contudo inocentes (e essa inocência e falta de experiência é que lhes fizera cair no engodo da serpente), os seres divinos tiveram o seu processo a parte, materializando corpos para si, não na mesma linha evolutiva dos humanos inocentes, mas na descendência espiritual sobre a matéria, e esses mistérios foram muito bem explorados pela grande pesquisadora ocultista, Helena Blavatsky, em sua Doutrina Secreta, um espetacular compêndio do conhecimento antigo.

É preciso conhecer as duas histórias, seres perfeitos (Anjos, deuses) e seres inocentes (homens) convivendo no mesmo Éden, esse grande laboratório de consciência divina na Terra.

Porque a manifestação “física” dos deuses (espíritos superiores) na Terra seguiu uma linha completamente diferente da manifestação dos humanos comuns (inocentes), a começar pelo fato de que os corpos dos deuses não tinham sexualidade, porque o Verbo e as funções da Palavra arcavam todo o seu poder sobre a matéria.

Esse ponto de esclarecimento nos ajuda a localizar a “serpente invasora”, aquela mente reptiliana que induziu o casal sagrado na experiência sexual dos animais, atirando-os na descendência mortal, porém, mentindo que aquele fruto lhes daria poderes e lhes tornariam como os deuses.
E quantos gurus reptilianos não tem saído ao mundo com a mesma sentença, transformando o sexo numa chave mística de poderes que nos tornariam como deuses, sendo que a verdade é o contrário disso?

Antes da criação da Terra, anjos caíram, seduzidos por um líder venusiano invertido, Satanás ou Lúcifer, a estrela da manhã, a mais alta em Hierarquia, que se inverteu e foi precipitada na Terra.
Essas passagens não se encontram na Biblia oficial, porém, são fartamente encontradas em textos apócrifos.

Então, quando Satanás e seus anjos caídos foram precipitados na Terra, nos reinos inferiores, é que passaram a realizar tentações mentais sobre a humanidade adâmica ali instalada: e como eram seres inocentes, porém não desavisados (o mandamento de Deus sobre o fruto proibido) se deixaram levar por um ato de desobediência, o que motivou sua queda.

O Livro de Enoque, inclusive, fala de legiões de demônios inspirando mentalmente a antiga humanidade com todo tipo de doutrina pervertida e mentira travestida de verdade, e podemos ver que esses demônios ate hoje seguem desviando a humanidade da Verdade com doutrinas pervertidas e mentiras disfarçadas.

Uma vez que a humanidade caiu, demônios passaram a encarnar também, com corpos humanos sexuados (não mais corpos divinos), e isso explica a passagem tão explícita do Gênesis 6, declarando que grande corrupção alcançou o mundo quando os filhos de Deus (anjos) passaram a copular com mulheres humanas, nascendo daí os monstros, os gigantes ou os Nefilins (caídos). Eles só poderiam copular possuindo corpos humanos.

E para ajudar o homem na sua batalha espiritual sobre a Terra após o exílio do Éden, quando ele se fez exposto a todo tipo de influência da mente diabólica, incluindo demônios encarnados em forma humana que se fizeram reis tiranos sobre os homens, escravizando e trazendo sofrimento aos povos, é que Anjos também passaram a encarnar, para lutar pela humanidade sofrida e tentar guiá-los novamente ao caminho perdido da reconciliação com Deus.

Mestres, reis, almas iluminadas que também encarnaram nesse mundo para lutar contra todas as ideologias das trevas disseminadas pela casta dos anjos caídos, também assumindo corpo físico e tomando o comando das nações, e falando nos canais da ciência, arte e conhecimento bastante desfigurado por suas mentes invertidas… o objetivo jurado desde a queda era o de trabalhar para fazer fracassar o ensaio dos deuses na Terra, destruindo o corpo e a alma do ponto central desse ensaio: os seres humanos encarnados em experiência e aprendizado.

Até que Deus enviou seu Filho, em condição acima dos Anjos, com poder não só para salvar a alma dos pecadores, mas também de lhes restituir a condição imortal perdida, transformando-os em Anjos, filhos de Deus que já foram um dia. E para que o mundo volte a ser um reino glorioso de luz, paz e vida eterna, é preciso que o Rei dos reis lidere uma batalha sem precedentes contra as forças das trevas, extinguindo-as de vez, porque enquanto a dualidade Bem-Mal persistir, tudo o que os bons corações realizarem sobre esse mundo, os seres malignos tentarão destruir.
E se essa nota de instabilidade foi permitida por Deus por algum tempo sobre o mundo, foi apenas para ensinar ao mundo onde buscar a Verdade.

Uma vez que a lição for aprendida, o Mal será removido e o Bem reestabelecerá todas as coisas, segundo aquela Verdade e Sua Justiça.

ADONAI

JP em 27.02.2020

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