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A Chave do Universo – Explorando o Cubo de Metatron (parte 2)

 

 

Olhando para o Cubo de Metatron (chamado Cubo apesar de a geometria planificada dos cinco sólidos perfeitos estar contida dentro dele) vemos 13 círculos dispostos em três níveis (1-6-6, de dentro para fora): a fonte da Vida Eterna porque 13 significa Imortalidade – o que o associa diretamente a outra figura cabalística, chamada Fruto da Vida, com o mesmo significado.

 

 

E fazendo 1+3 = 4, temos o signo da Cruz e a letra 4, Dalet, que significa PORTA, o que nos leva aos segredos do Tetragramaton ou Nome de Deus como chave de todos os portais do Universo, adicionando a compreensão de por que tanto o Anjo Metatron como o Cubo de Metatron se associam a Enoch e sua viagem cósmica nas literaturas antigas, tomado sem morrer (Imortalidade assumida), incluindo aí o próprio Ezequiel em sua Merkabah tanto tecnológica (UFO) quanto espiritual (Querubíns) ou simbólica (Zodíaco celeste).

Transportando 13 para a letra M (no alfabeto hebraico), temos a inicial do nome Metatron, MThThRUN, com 6 letras (outro 6!) cujo valor é 314, o mesmo do Nome divino Shadai (Todo Poderoso). Isso quer dizer que a Face El Shadai de Deus é Metatron. Inclusive Shadai, ao lado de Kadosh (Santo) são nomes proclamados pelos querubins da Merkabah (Trono) do Senhor Adonai (Apocalipse 4) o que é outra relação interessante entre o Metatron rabínico e o Senhor do Alfa e Ômega do Apocalipse.

Treze Eons/sefirores possuem a Árvore da Vida completa, e o modelo zodiacal centraliza o Sol dentro do círculo dos doze signos, modelo repetido por Jesus no seu grupo apostólico, a célula da Igreja futura que se expandiu com força e cobriu a Terra.

Outra coisa interessante: considerando um círculo central e doze círculos periféricos, simétricos e do mesmo tamanho, temos o padrão 1-12, que transportados para as letras do Alfabeto Hebraico, formam a palavra Al, que é justamente El, o nome mais simples e talvez o mais antigo Nome de Deus nas Escrituras bíblicas e não-bíblicas, donde se deriva Elohim (ALHIM) ou pluralidade divina, o primeiro Nome empregado por Moisés no Gênesis 1 para designar Deus como Criador.

 

Cubo de Metatron crop circle Nursteed Farm, nr Devizes, Wiltshire 17-8-2016

 

Estes treze círculos estão dispostos em três níveis, representando os três planos da nossa existência, a saber, espírito-alma-corpo, de dentro para fora, como flor desabrochando suas pétalas mais externas a partir do botão central, o espírito, e o espaço médio, alma. Esses três níveis estão perfeitamente ligados pela geometria partilhada do Hexágono, aquela que nasce naturalmente do compasso e do esquadro (valores da Maçonaria) quando voce toma o raio do círculo traçado e divide o mesmo círculo em seis partes iguais, seis arcos na medida do raio.

A figura tem 78 linhas totais, e se subtrairmos as 6 linhas do hexágono externo, restarão 72 linhas das duas estrelas internas, que é o número-mestre da Cabala, relacionado aos segredos do Pentagrama.

Outra analogia seria que o círculo interno seria o coração e o centro dele, a fonte da vibração, da pulsação que vem da energia do espírito que gera a vida; o círculo médio com 6 círculos seriam as células, e o círculo maior externo com mais 6 círculos, os órgãos, composição final do organismo vivo.

Repare nos eixos, cinco círculos no diâmetro contra três círculos nos raios: proporção 5/3, a mesma encontrada na secção lateral da Arca de Noé (um barco que na verdade era uma Merkabah de resgate). As arcas bíblicas, bem como o Templo de Salomão e suas medidas de caráter templário (iniciático) foram replicadas em vários aspectos nas maravilhosas Catedrais góticas da Europa pelos mesmos Templários, herdeiros da Ciência secreta de Salomão (o provável tesouro que os cavaleiros templários acharam nas ruínas de Jerusalém no tempo das Cruzadas).

Portanto, se o Cubo de Metatron é um diagrama da existência tríplice e integrada do corpo-alma-espírito, então essa conexão harmônica entre os 3 níveis da gravura representam que a Imortalidade física (nível externo) acontece quando a Alma (nível intermediário) repete o mesmo padrão harmônico do espírito no contexto geométrico secreto dessa magnífica mandala.

Por imortalidade entendemos simplesmente o corpo recebendo a mesma vibração do espírito, pelo canal da alma, de uma forma plena e permanente. Seu coração físico não decairá em batimentos, seu metabolismo celular não desacelerará, a sua imunidade não baixará, a sua potência mental não reduzirá, enfim, ele viverá para sempre com a mesma aparência, em perfeita saúde física e mental. E por falar em vida, há que se saber que as proporções relacionadas ao Número Áureo (Phi) aparecem muitas vezes nesse mecanismo multidimensional, porque a Vida é igualmente multidimensional!

Onde há dimensões, há vida!

Aliás, a figura pode ser visualizada também como uma representação plana de um projeto tridimensional com profundidade, sugerindo inclusive um diagrama atual para ilustrar os famosos Buracos de Minhoca das teorias derivadas da Relatividade de Einstein.

Trata-se também de uma retratação de mudanças dimensionais, de acordo com os aspectos já citados da Árvore Sefirótica.

Hexágonos em progressão e em regressão geométrica que significam as leituras do Universo fractal em expansão (do micro ao macro) e em contração (sentido inverso), o que significa também viagens no tempo e saltos dimensionais. O tamanho do hexágono externo é o dobro do hexágono interno, interessante leitura que identifica o padrão harmônico expansivo do 2^n em tudo, desde os harmônicos musicais (oitavas) até a mitose celular.

Dezoito círculos totais (seis imaginários) rodeiam o circulo central do Cubo de Metatron (todos do mesmo tamanho). Dezoito é a Lua, Dezenove é o Sol, e a Estrela, dezessete, fecha a composição da Trindade astronômica clássica (Sol, Lua e Estrela).

Aliás, é possível traçar a Cruz de várias maneiras dentro dessa mesma figura, de modo que a Ressurreição de Cristo através da Potência do Espírito Santo pode ser interpretada também na linguagem harmônica dessa figura plena de ciência divina em forma de um arquétipo, matriz de todos os arquétipos.

 

 

Sua geometria se expande em cadeias hexagonais infinitas, criando as mais altas concepções de sistemas interligados, e essas cadeias chamamos de Flor da Vida, que explica a vida como um fenômeno coletivo, criado em cadeias associadas, jamais como objetos isolados.

Essa expansão geométrica também ilustra as dimensões do Universo debaixo do conceito do FRACTAL, aliás, fortemente presente na natureza. A estrutura única dos flocos de neve, as imensas cadeias orgânicas do carbono (6), etc, tudo isso procedendo do Som magnífico emitido pela Estrela de Metatron.

 

 

Inclusive os quatro planos da Cabala aparecem aqui, e no caso, basta acrescentar a noção do ponto central do Cubo de Metatron e visualizar os três níveis exteriorizados
(1 círculo, 6 círculos, 6 círculos) para encontrar neles a analogia com o Plano da Emanação, o Plano da Criação, o Plano da Formação e o Plano da Produção.

Ou ainda, o centro é a Fonte, a Origem Uno de tudo. O primeiro círculo central é o Pai. O segundo nível de 6 círculos é o Filho e o terceiro nível, 6 círculos, o Espírito Santo, quando o poder divino alcança o corpo, a forma e as transformações cíclicas da vida na periferia da nossa realidade original e central assim definida.

Em outro aspecto, o centro é a Inteligência consciente, e o círculo médio, a energia dessa Inteligência, e o círculo externo, a matéria transformada por essa energia nos ciclos, mas tudo sempre retorna ao centro, à origem da unidade primordial.

Mas tudo isso é só o começo da análise e avaliação dos segredos do Cubo de Metatron.

 

continua

 

Veja também a parte 1:

 

A Chave do Universo – O Cubo de Metatron (parte 1)

 

 

JP em 24.08.2019

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