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A Cabala Secreta de Nikolas Tesla

 

Se você conhecer a magnificência dos números 3, 6, 9, então terá a chave do Universo”
Nikolas Tesla

 

O fato é que Nikolas Tesla não anunciou algo novo, pelo menos para os conhecedores da Sabedoria antiga, especialmente a Cabala, percebendo que ele, tal como Einstein, e muitos outros, beberam das águas da mesma fonte de todo esse conhecimento antigo, dito sagrado por sua origem estar “nas estrelas”, seja ele alienígena, seja ele espiritual, seja ambos numa coexistência harmônica, porque o espiritual e o alienígena encontram suas esferas de ação perfeitamente localizadas e em equilíbrio cooperativo, sem que uma afete ou anule a outra… como os dois círculos que compõem o vasto Universo, o círculo visível e o círculo invisível…

O fato é que muitos gênios da nossa história, não só científicos, mas também artísticos, políticos, místicos, enfim, beberam das mesmas águas daquela fonte, e tiveram, digamos assim, uma ajuda da inspiração superior nos acertos de sua intuição ativa, no lado abstrato da mente.

Então, para entender a Cabala Secreta de Nikolas Tesla na assinatura dos números 3, 6, 9, temos que buscar compreender um pouco que fonte é essa, e do que ela trata, a saber, a identidade numérica do Espírito Divino.

111 (3), 222 (6), 333 (9)
444 (12, 3) 555 (15, 6) 666 (18, 9)
777 (21, 3) 888 (24, 6) 999 (27, 9) …

 

Estas e outras simetrias numéricas se baseando nos múltiplos de 3 (3, 6, 9) acontecem por causa de nosso sistema decimal de numeração, que conta de 1 a 9 dígitos antes de fechar um ciclo numérico e repetir os mesmos dígitos na série seguinte
(10, 11, 12… 19) etc.

 

 

Esse sistema já era usado na Antiguidade, e parece ter sido preferido aos demais (incluo aqui outro importante sistema de contagem o sistema binário, por razões óbvias, relacionadas à própria Criação do Universo por meio de Instrumentos dualísticos). A Árvore da Cabala, Árvore da Vida e Árvore Sefirótica (a mesma coisa), era o modelo estrutural do Universo dos antigos cabalistas, que o contemplavam com nove andares (céus, dimensões superiores), e a base na Terra (a sefirá 10) representando a dimensão física 3D, apoio do Universo visível e invisível de nove andares, então.

Os dez dedos das mãos, os dez mandamentos, as dez palavras ocultas, enfim, há muitas relações entre este número e os mais altos segredos do Espírito.

 

Por exemplo, a mais sagrada das letras do Alfabeto hebreu é a décima, Iod, aquela que se associa ao termo hebreu Iad, que significa Mão (os dez dedos).

Mas Iod é o número do Espírito, e é a menor das letras do sistema hebraico rúnico, parece-se com uma vírgula, e representa uma chispa, uma faísca, aquela faísca que é o próprio Espírito, a centelha criadora de tudo o que existe.

É como se todas as letras saíssem de Iod – 10, e realmente, muitos nomes importantes das personagens do Antigo e Novo Testamento começam com a letra I (Iod), e o próprio Nome impronunciável de Deus, IHVH, ou o nome de Jesus, Iéshua (não existe a letra j no hebraico, ela é uma mutação latina do I).

 

 

Na Magia cabalística, o Universo dimensional dos espíritos tem exatamente nove andares cósmicos, suspensos sobre a base física, a Terra (ou o mundo tridimensional, de forma generalizada).
Esta base (Terra) é onde aquela Árvore Cósmica de nove éons/dimensões plantou suas raízes mais profundas, no mundo inferior que também tem nove andares (ou círculos), o inverso daqueles nove céus, como viu Dante em suas viagens astrais, transformando tudo em poema (A Divina Comédia).

 

Os céus de Dante

 

Esses nove círculos de Dante são como o reflexo daqueles nove céus planetários no espelho da matéria, zonas psíquicas intra-terrenas que aparecem em praticamente todas as culturas antigas que citam a descida dos heróis aos mundos inferiores para resgatar os tesouros perdidos, alegoria clara e clássica da descida ao Subconsciente e Inconsciente da mente humana para se resgatar o Eu divino verdadeiro, interior e profundo, enterrada em nove camadas de esquecimento do EGO ativo na atual persona humana.

 

O Inferno de Dante

 

 

O fato das raízes da Grande Árvore Cósmica estarem plantadas no nosso planeta significa que o Grande Senhor dos Espíritos inseriu o nosso planeta à Grade Energética do Cosmo espiritual consciente, permitindo assim transformar o nosso mundo numa escola perfeita e completa de aprendizado e elevação espiritual para as almas aqui encarnadas, e esse conceito abre o entendimento para que essa Grande Árvore plante também suas raízes em outros mundos, distantes do nosso, transformando-os em berçários da vida, rumo á vida inteligente em sociedades avançadas.

Esse é o conceito universal desta Árvore sefirótica de 10 níveis, sendo que nove níveis fluem nas emanações cósmicas e o décimo nível se encontra em todo planeta onde essa energia planta raízes, permitindo ali a evolução espiritual na forma viva.

Sobre a série exaltada por Nikolas Tesla, 3.6.9. eis que ela encontra também uma exaltação de destaque nesta Árvore sefirótica, Árvore da Vida divina.

 

 

Quem conhece bem a estrutura dessa árvore, sabe que ela é composta basicamente por três triângulos, um apontando para cima e dois, para baixo, e a ordem de numeração dos éons/dimensões é feita de cima para baixo:

1. Netuno (Keter, a Coroa). Plano dos Serafins, as consciências ardentes, mais próximas da Divindade Absoluta incriada, nono céu.

2. Urano (Hochma, a Sabedoria). Plano dos Querubins, as Rodas móveis, cheias de olhos e luz, representação do plano das estrelas, oitavo céu.

3. Saturno (Binah, a Inteligência). Plano dos Tronos, os detentores dos ciclos de tempo e da Ordem dos mundos na estrutura dos reinos abaixo.
Sétimo céu, o plano da contemplação.

4. Júpiter (Chesed, a Misericórdia). Plano das Dominações, a Hierarquia estabelecida nas Instituições de conhecimento, justiça e religião. As leis que governam a ordem dos mundos. Sexto céu.

5. Marte (Geburah, a Força). Plano das Potências, a energia purificadora do Universo. Espíritos da Guerra, do Combate, da punição, da eliminação, da purificação.
Quinto céu.

6. Sol (Tipheret, a Beleza). Plano das Virtudes, este é o coração da Árvore Sefirótica. Sol, no centro do sistema planetário. Espíritos da luz, da liderança, da organização dos exércitos espirituais. Quarto céu.

7. Vênus (Netzah, a Eternidade). Plano dos Principados. O segredo dos Elohim, a fonte de sua força, beleza e luz. A chave da imortalidade dos deuses. Terceiro céu.

8. Mercúrio (Hod, a Glória). Plano dos Arcanjos, a Hierarquia da Inteligência. Comunicação, a entrada do mundo mental do Universo. A chave da mente, da comunicação, da egrégora mental e das conexões. Segundo céu.

9. Lua (Jesod, o Fundamento). Plano dos Anjos, o fundamento do Universo, a porta primeira de contato com as forças conscientes do Infinito. Lua faz a ponte entre a Terra e os éons mais altos. Contato dos sonhos.
Primeiro céu.

10. Terra (Malkut, o Reino). Plano de Ishim, as almas encarnadas em evolução e aprendizado. Onde as raízes da Grande Árvore tocam, neste mundo haverá a edificação de um Grande Reino espiritual, e a Terra não é, logicamente, o único reino onde tais raízes foram plantadas, muitos outros existem, mas todos partilhando a mesma Árvore, luz, força, ciência, doutrina, mente e energia de amor!

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Essas nove sefirotes se organizam em três grupos, os três triângulos antes mencionados. O primeiro deles reúne Netuno, Urano e Saturno, e equivale a primeira ordem de mundos, que a Cabala chama de Mundo da Emanação.

O segundo triângulo reune Júpiter, Marte e Sol, e é chamado de segunda ordem de mundos, ou o Mundo da Criação.

O terceiro triângulo reúne Vênus, Mercúrio e Lua, está na base da árvore e é chamado de Mundo da Formação.

Finalmente, os três triângulos alinhados se apóiam na Terra, o Reino, que é chamado Mundo da Produção, ou seja, onde a Obra do Espírito criador se mostra completa ao produzir vida diversificada e abundante na esfera da Natureza (Bioesfera).

 

Assim, temos uma série 3.6.9 estabelecida sobre o Reino, que é representado no 10.

Levando tudo isso para o domínio das frequências e vibrações, já que Tesla anunciava que, no Universo, tudo é uma questão de vibração e frequência, enquanto Einstein ajuntava que, formulando um embrião da Teoria de Tudo, que tudo no Universo se resumia a regras matemáticas e notas musicais, mesmo que essas ideias não sejam originais porquanto o primeiro homem a formular essa relação entre Universo, Música e Matemática (ou números – proporções) foi Pitágoras, que também bebeu das fontes do conhecimento secreto do Antigo Egito, aos pés de Toth…

 

O Universo Metafísico de Pitágoras é composto por séries numerais transformadas em oscilações regulares, por sua vez transformadas em notas musicais, e por sua vez, em relações harmônicas que produzem a Geometria sagrada na base de toda a Criação da forma

 

Ora, vibrações são números que se transformam em música, e não pode haver uma sentença mais próxima da Teoria de Tudo (que os físicos modernos adaptaram para a leitura de uma Teoria de Super Cordas), o que nos leva a perceber que, no âmbito das descobertas, nada verdadeiramente se cria do nada, mas tudo se copia um pouco, se repagina um pouco, se edita um pouco…

Pois bem, vibrações são números, são ciclos por segundo, são são unidades (cordas) oscilatórias inteiras no tecido vibrante pré-cósmico, vibrando em tempos regulares e em modo harmônico, ou seja, musical, e o padrão numeral série 3.6.9 representa essa matriz numeral de todas as vibrações do universo dos números, como que abarcando todas elas.

Se tudo oscila do 1 ao 9, e repete temas e argumentos numéricos na próxima séria (10-19) e assim, sucessivamente, conforme toda essa leitura, sua base, conforme a qualificação de Tesla, tal como da Árvore Sefirótica em três triângulos, 3.6.9, esses padrões compreendem então todas as frequências que, em oitavas, se expandem a números infinitos, porém, repetindo os mesmos tons musicais (a tábua dos harmônicos é a própria demonstração dessa relação entre número, matemática e harmonia musical).

Mas, por maior que seja essa Tábua, migrando para espirais cada vez maiores na direção do Infinito, lá estarão sempre o 3.6.9 como Matriz básica, na verdade, transformado numa série ainda mais simples:
3 (n, 2n, 3n)

 

O Cubo de Metatron

 

Na verdade, a série numérica fundamental do Universo está no 1.2.3. E todas as soluções numéricas associadas a Geometria Sagrada se encontram em 3 (n, 2n, 3n), abarcadas pelo Hexágono expansivo, conhecido como Cubo de Metatron, que possui todas as proporções sagradas da Geometria Harmônica.

 

 

De modo que a citação de Tesla sobre os números 3.6.9 e a chave do universo podem ser interpretadas nos arcanos antigos da Geometria sagrada como soluções físicas e metafísicas do Cubo de Metatron, e quando estes valores e proporções se tornam entidades oscilatórias regulares no Universo-Onda, a Geometria sagrada e suas proporções surgem como a matriz de todas as formas regulares e leis presentes no Universo, do micro ao macrocosmo, estudadas na Química das partículas, na Física das grandes massas, curvas e dinâmica do movimento, na Biologia e seus padrões, como o famoso número áureo Fi, (PHI), 1.618, que também se apresenta naqueles domínios antes mencionados.

 

 

A assinatura harmônica do Universo: o número ou proporção Phi (1.618)

 

Mais do que chaves tecnológicas especuladas por alguns, a matriz ou série numérica 3.6.9 celebrada por Nikolas Tesla vem de conhecimentos muito antigos que tem sua nascente na Cabala, a primeira ciência mística que procurou codificar os mistérios do espírito na forma e na matéria segundo padrões numéricos e proporções, o que se transformou em vibrações, música e os fundamentos da própria Geometria Sagrada na base de toda a Criação, e um gênio da envergadura de Nikolas Tesla jamais poderia ter ficado insensível diante de toda essa grandiosa verdade, apesar de ter sofrido o preconceito dos cientistas de sua época, justamente por causa de suas inclinações “metafísicas”, aliás, preconceito que só piorou no nosso tempo.

 

Eu não diria que Nikolas Tesla foi um Iniciado, na definição própria do termo à luz do Ocultismo, mas com toda certeza, o gênio científico de Tesla não tomou parte da segregação comum aos valores místicos que encontramos no meio acadêmico, tanto no seu tempo como no nosso, e cada vez piorando… sua mente genial não foi insensível á Cabala Secreta do Universo, que é a forma de Deus se comunicar com os seres vivos ainda presos ao mundo das formas: por meio de números, símbolos e signos sagrados.

 

(continua parte 2)

A Cabala Secreta de Nikolas Tesla – parte 2

 

 

JP em 09.06.2019

Data sincronitária hoje, pois:

09.06.2019

09.06.12 (soma)

09.06.03 (soma)

03.06.09 (inverte)

 

3.6.9!

 

 

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