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6.O Verdadeiro código Da Vinci muito além de Maria Madalena – parte 6 – os segredos dos apóstolos mais importantes de Cristo

 

No tópico anterior, vimos as relações ocultas entre São Tomé, João e Jesus, e outras personagens inseridas na cena com temáticas ocultistas apontando, dentro de um contexto hermético, não para Maria Madalena, e sim, João Batista, um misteriosa personalidade retratada inúmeras vezes por Leonardo, e geralmente com o argumento do DEDO INDICANDO UM CAMINHO… o caminho que ele, Leonardo, procurou em sua vida.

Vamos agora analisar o terceiro grupo apostólico, como temos feito desde o começo, da direita para a esquerda da pintura:

 

 

Terceiro grupo (Tensão e ação/reação)
João, Judas Iscariotes e Pedro

 

O grupo a direita faz parte dos nomes mais evocados nos evangelhos, e um deles, João, possuindo seu próprio evangelho, aliás, diferente de todos os outros, apresentando, como nenhum outro, uma visão profunda do Cristo muito além de uma pessoa histórica ou profética de Israel.

O grupo está a direita de Cristo, uma posição privilegiada e destacada (o sentido de braço direito).

O que justifica os nomes de Pedro e João, sempre envolvidos diretamente com os assuntos do Mestre, e mais, Pedro e João representando a Igreja pública e a Igreja secreta de Jesus Cristo.

 

Ou ainda, a Igreja de João se levantaria no final, quando a Igreja de Pedro chegasse ao fim no mundo, e tivesse cumprido seu ensaio, com todos os seus erros e acertos previsíveis dentro do seu caráter de instituição (que, como toda e qualquer instituição, se corrompe dentro dos interesses dos que mandam no mundo).

 

Enquanto João se reclina na direção oposta durante a tensão causada pela declaração de Cristo (“um de vós irá me trair”), Pedro reage com sua natural impaciência e impulsividade, tomando na mão uma espécie de faca ou adaga, que ele gesticula atrás do corpo de Judas Iscariotes, que está com o corpo posto quase ao centro da mesa, numa estranha dinâmica que o torna alinhado com os apóstolos das extremidades, nas cabeceiras da mesa, Simão Zelote (direita) e Bartolomeu (esquerda).

 

 

Judas Iscariotes segura o saco de dinheiro (referência às 30 moedas de prata, e ao fato de que Judas era portador da bolsa de dinheiro do grupo, segundo o evangelho de João (12: 6).

 

Repare na sutileza de Leonardo ao fazer deste braço de Pedro com a faca, bem atrás do corpo de Judas debruçado no meio da mesa, numa cauda de Escorpião, porque é o signo que este Judas (oposto a Judas Tadeu, Touro) representa na cena, porque retrata o traidor, aquele que pica mortalmente, como o escorpião.

 

 

Inclusive o símbolo astrológico de Escorpião é composto por uma letra M com uma projeção em forma de flecha, analogia com a cauda e o ferrão do escorpião, aqui, indicando o traidor prestes a “picar” Jesus Cristo num bote traiçoeiro.

 

 

Mas Leonardo parece quebrar algumas regras: porque o apóstolo Pedro, o primeiro, o cabeça do grupo dos apóstolos, deveria estar na posição do signo de Áries (ocupada por outro Simão, o Cananeu), porém, aqui ele aparece na posição do signo de Sagitário, o nono signo.

 

A questão dos gêmeos ilustrados em diversos pontos da pintura: repare que os dois apóstolos de nome Simão (o Zelote e Pedro) têm feições muito parecidas, quase como gêmeos. Barba, cor de pele, a mesma calvície pronunciada. Talvez Pedro tenha sido colocado nessa posição, em Sagitário, para destacar o ascendente astrológico de Leonardo, já que ele se auto-retratou na pessoa de Judas Tadeu, posição do signo de Touro, que é o seu signo solar.

 

Pedro e João se tocam, e Judas Iscariotes aparece no meio dessa sugerida transição entre as duas Igrejas, a Igreja pública de Pedro (rebanho, ovelhas brancas), e a Igreja secreta ou Hermética de João (almas transformadas e desgarradas do bando, ovelhas negras).

 

A Igreja secreta dos Iniciados, que não é deste mundo e cumpre abrigar todas as almas que saem do estado das crenças e penetram no estado de consciência desperta e experiência direta com a Verdade crística, da qual João foi o seu depositário em mais alto grau em relação a todos os outros apóstolos.

E Judas, no ocultismo da Morte do Ego a ele associado, papel velado no drama crístico que nada tem a ver com traição (os verdadeiros traidores de Cristo foram os judeus, aliás, o nome de Judas significa “judeu”) e sim com a ação que se torna a ponte entre a igreja pública e a igreja hermética.

 

 

Para se aprofundar nesse assunto, sugiro a leitura de um importante manuscrito, chamado “O Vôo da Serpente Emplumada” disponível na Internet, escrito (na verdade, transcrito) por um repórter no tempo da II Guerra Mundial, durante os tempos da ditadura na Argentina, onde o encontro entre Judas em pessoa e este repórter acontece. Neste registro, que Judas traz do tempo para esclarecer ao mundo o seu verdadeiro papel em relação a Jesus Cristo, a compreensão perfeita das duas Igrejas, a de Pedro e a de João, se torna acessível.

(pdf -baixar):

https://ovoodaserpenteemplumada.com/arquivos/o-voo-da-serpente-emplumada-para-leitura-03-04-2010.pdf

(maiores informações):

O “advogado” de Judas Iscariotes: Armando Cosani (O Voo da Serpente Emplumada)

 

E me espanta o fato de Leonardo da Vinci demonstrar essa mesma compreensão em seu tempo!

 

Judas Iscariotes e Tomé, chamado de Judas Tomé em escritos apócrifos, seriam gêmeos, o que concorda com a aparência muito semelhante de ambos

 

Na pintura da última ceia, Jesus e Judas aproximam as mãos do pão, porque este é o sinal que ele daria a João (que lhe perguntou a parte sobre o seu traidor, a pedido de Pedro – porque Jesus nada ocultava do seu apóstolo amado, e Pedro sabia disto), respondendo assim ao seu questionamento, como consta no seu evangelho, capítulo 13, versículos 23 a 27: “aquele a quem eu der o pedaço de pão molhado no vinho, este é o traidor!”

 

O beijo de Judas representando a picada traiçoeira do Escorpião e o terrível veneno da traição

 

Mas algo não se encaixa.

Jesus deu o pão molhado a Judas, e diz o evangelho que o Diabo e Satanás entrou em Judas neste pedaço de pão molhado que ele ingeriu. Não é de se entender que Jesus é que determinou que Satanás entrasse em Judas, para forçá-lo a cumprir um PAPEL PROGRAMADO para ele desde o começo, o de entregá-lo aos judeus sem, no entanto, ser um traidor, porque foi obrigado a fazer isso?

Outro apóstolo em que registra-se a ação de Satanás é o apóstolo Pedro, que nem por isso (negou Cristo), foi condenado por traição. Há que se compreender o hermetismo das Escrituras e descobrir quem são os verdadeiros traidores históricos de Jesus Cristo.
Certamente não foram nem Pedro, nem Judas, e nem os romanos, mas aqueles que todos sabem que são.

Aqueles a quem o próprio Jesus endereçou palavras muito duras em sua pregação (e novamente, o evangelho de João traz estes relatos).

Voltemos a citação de Jesus, indicando o traidor:
“É aquele a quem eu der o pão molhado (no vinho)”

Como poderia Judas Iscariotes ser um traidor de Jesus se o próprio Jesus o incorporou ao PACTO DA CEIA, estabelecido na partilha do pão e do vinho que JUDAS também ingeriu, logo antes de se levantar e realizar o seu papel? Por que um grande agente do Mal entraria logo no pão e vinho celebrados em honra ao pacto eterno estabelecido ali, entre Cristo e os doze?

Não seria lógico pensar que:

1. Jesus já sabia desde o começo que Judas lhe trairia.

2. Judas já sabia desde o começo que o seu papel seria esse.

3. Jesus já sabia desde o começo que alguém teria que fazer esse papel, para que se cumprisse a Escritura.

4. Pedro tentou, várias vezes, impedir a crucificação de Jesus, ao que Jesus lhe repreendeu por isso, como que inspirado pelo próprio Satanás.

5. Mas se era Satanás inspirando Pedro a evitar a crucificação de Cristo e frustrar o plano da redenção da humanidade, como poderia o mesmo Satanás entrar em Judas para fazer aquilo que, em Pedro, tentava evitar?

(***)

Inclusive um recente evangelho apócrifo que foi restaurado e depois divulgado pela National Geographic, aponta para o mesmo mistério que o Vôo da Serpente Emplumada, na década de 1950.

 

O Evangelho de Judas é um evangelho apócrifo, atribuído a autores gnósticos nos meados do século II, composto de 26 páginas de papiro escrito em copta dialectal. Conta a versão de Judas Iscariotes sobre a crucificação de Jesus. Pelo livro, Judas supostamente traiu Jesus apenas para cumprir um mandamento do próprio Salvador.

Desaparecido por quase 1700 anos, a única cópia conhecida do documento foi publicada em 6 de abril de 2006 pela revista National Geographic. O manuscrito, autentificado como datando do século III ou IV (220 a 340 D.C.), é uma cópia de uma versão mais antiga redigida em grego.

Contrariamente à versão dos quatro Evangelhos oficiais, este texto clama que Judas Iscariotes era o discípulo mais fiel a Jesus, e aquele que mais compreendia os seus ensinamentos. O seu conteúdo consiste basicamente em ensinamentos de Jesus para Judas, apresentando informações sobre uma estrutura hierárquica de seres angelicais e uma outra versão para a criação do universo.”

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Todos sabemos quem são os verdadeiros traidores de Jesus Cristo.

São detalhes que, escapando à teologia comum e corrente, deixam imensas lacunas nos evangelhos e suas reais proposições espirituais.

Ao que tudo indica, o Código da Vinci é muito mais amplo do que Maria Madalena, e além de Tomé e João Batista, alcançou o segredo de Judas Iscariotes, o mais injustiçado dos doze.

CONTINUA

JP em 09.05.2019

 

Veja também as partes anteriores:

O Verdadeiro Código da Vinci… muito além de Madalena – parte 1 – prólogo

 

O verdadeiro Código da Vinci muito além de Maria Madalena – parte 2 – o mapa astral de Leonardo da Vinci

 

O verdadeiro Código da Vinci muito além de Maria Madalena – parte 3 – Abrindo os segredos da Última Ceia

 

O Verdadeiro Código da Vinci muito além de Maria Madalena – parte 4 – O Hermafrodita de Leonardo

 

O Verdadeiro código Da Vinci muito além de Maria Madalena – parte 5 – as visões de Leonardo

 

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